Nando Gross

Seleção cada vez mais desconectada do povo brasileiro

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Seleção cada vez mais desconectada do povo brasileiro Dorival fora da rodinha - reprodução

Na recente eliminação do Brasil na Copa América, a atuação do técnico Dorival Júnior revelou-se desastrosa e preocupante na trajetória da seleção. O fracasso nos pênaltis contra o Uruguai foi apenas o desfecho de uma série de decisões equivocadas que minaram a identidade e a essência do futebol brasileiro.

Primeiramente, a escolha de um elenco muito abaixo das necessidades da seleção, e ainda o medo do treinador em apostar nos jovens talentos. Por que Endrick não foi titular na seleção? O que falta para Estevão ser chamado? Por que um time sem centroavante enquanto Pedro não para de fazer gols por aqui? Em uma nação que já produziu gênios do ataque, como Pelé, Romário, Ronaldo e Ronaldinho, ver um time sem referência na frente é desolador.

A falta de um centroavante não só prejudicou a efetividade ofensiva, mas também diluiu a personalidade do time. O futebol brasileiro sempre foi sinônimo de criatividade e ousadia, características que estiveram ausentes nesta campanha.

No momento decisivo, a ausência de liderança e coesão ficou evidente. Durante a decisão por pênaltis, a cena do grupo formando uma rodinha para se apoiar, enquanto Dorival Júnior era incapaz de participar, foi constrangedora. A figura do técnico, que deveria ser o pilar de força e confiança, estava excluída. A imagem dele pedindo para entrar e sendo ignorado é um símbolo triste da desconexão entre a comissão técnica e os jogadores.

A falta de personalidade do time em campo reflete diretamente a insegurança e a falta de visão do treinador. A seleção brasileira, com toda sua tradição e história, merece um comando que compreenda e valorize suas raízes, que saiba equilibrar a experiência e a juventude, e que, acima de tudo, inspire confiança e respeito.

Tivemos uma única vitória na Copa América, contra a fraca seleção paraguaia(que perdeu todas), e a cada gol marcado pela Seleção Brasileira, ao invés de celebrarem com a paixão e a alegria que sempre caracterizaram nosso futebol, os jogadores voltaram-se para a torcida brasileira no estádio e lançaram uma série de desaforos, gritos e xingamentos. Este comportamento não só é inaceitável, mas também revela uma desconexão profunda e preocupante entre a equipe e o povo brasileiro.

O futebol sempre foi mais do que um esporte no Brasil; é uma paixão nacional que une gerações, transcende diferenças e proporciona um sentimento coletivo de orgulho e pertencimento. No entanto, o que testemunhamos foi uma quebra desse laço fundamental. A atitude dos jogadores, ao invés de vibrar e comemorar cada gol com a torcida, transformou um momento de alegria em um cenário de hostilidade e divisão.

A eliminação para o Uruguai não foi apenas um resultado negativo; foi um reflexo de uma série de más decisões e de uma gestão frágil. Dorival Júnior, com sua abordagem medrosa e desconectada, deixou uma marca negativa na seleção. O futebol brasileiro precisa urgentemente de renovação, tanto em termos de jogadores quanto de mentalidade técnica. Caso contrário, corremos o risco de ver nossa gloriosa tradição futebolística cada vez mais distante das grandes conquistas.

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