Desapaga POA

Confira as críticas que recebemos!

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Confira as críticas que recebemos! A Igreja das Dores dava às boas-vindas aos navegantes que chegavam ao Cais de Porto Alegre. Foto: Acervo Museu José Joaquim Felizardo e Banco de Imagens do Programa Monumenta

Registramos aqui a resposta à crítica que o ouvinte leitor e doutorando em História Pedro Meireles fez a nosso primeiro episódio da série PERIFERIAS do DESAPAGA POA, publicada no seu blog (clique para ler).

Primeiramente, a atenção de um pesquisador acadêmico ao nosso projeto é um sinal de relevância, afinal, qualquer ciência, inclusive as humanas, se constrói através do diálogo crítico. Como nosso podcast está sendo produzido por outros pesquisadores, a resposta dos pares nada mais é do que justa e estimulante. Desde já agradecemos o interesse do Pedro Meireles e sua dedicação a escrever uma reflexão interessante, que contribui muito para QUEM QUER IR MAIS FUNDO.

O artigo de resposta aponta algumas bibliografias que deveríamos ter utilizado. Aqui fazemos uma ressalva: houve um erro de edição da nossa parte na hora de postar as referências no site do MATINAL e acabamos por omitir uma parte da Bibliografia do episódio. Por exemplo, a parte do roteiro que fala sobre os becos foi baseada na dissertação da Ana Koehler; e a parte sobre os mapas antigos da cidade num artigo da Daniela Fialho. Ambos os textos são apontados no artigo crítico como essenciais para este debate. Com o que concordamos plenamente.

Queremos salientar que discussões deste tipo e padrão são fundamentais para a construção do projeto, e achamos importante divulgar aqui, junto com o link para o texto crítico, que está no blog do Pedro Meireles. O podcast Desapaga POA é um projeto de História Pública, mas que dialoga com outros campos, como História de POA, do RS, História Indígena, História da Escravidão e do Pós-Abolição, História Social, Psicologia e Antropologia Social, entre outros. Sendo um projeto de História Pública, temos algumas questões específicas que norteiam (ou melhor, suleiam) sua construção.

Esse campo é novo por aqui, e muitos pesquisadores no meio acadêmico ainda estão tentando entendê-lo. O objetivo é divulgar conhecimento histórico para o ‘público’. Assim, temos que pensar quem vai ser esse ‘publico’. Esperamos que as informações e narrativas do Desapaga POA se espalhem para além do meio acadêmico, e chegue para professores, artistas, trabalhadores, aposentados, estudantes, entusiastas da história da cidade, e todo mundo mais que julgar interessante os conteúdos.

Para alcançar esse ‘publico’, é preciso uma linguagem mais acessível que a acadêmica. Na universidade, é exigido um tipo de escrita, pois se escreve para a banca e para os pares. Num projeto de história pública, não abandonamos o rigor das fontes e das informações, mas devemos escrever de outra forma, assim como é diferente a maneira de recortamos quais assuntos serão tratados e quais não. Os problemas que enfrentamos não são os problemas de um historiador no doutorado, são os problemas da divulgação científica e do público. Sabendo quão difícil é para os acadêmicos em geral, grupo no qual a maior parte da nossa equipe se encaixa, escrever de forma acessível, mas aceitamos o desafio.

Para finalizar, é importante ressaltar que não desmerecemos as críticas, e nem achamos de menor importância debater quanto realmente foi fundada a cidade de Porto Alegre (um debate acalorado), ou as mutações sutis da urbe durante os séculos XVIII, XIX e XX. Pelo contrário, agradecemos ao Pedro por ter escrito seu artigo, sendo uma oportunidade para quem, como nós, gostaria de aprofundar ainda mais as questões trazidas de forma narrativa e acessível pelo podcast Desapaga POA.

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