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Economia com terceirização do Capitólio é estimada em 25%

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Economia com terceirização do Capitólio é estimada em 25% Porto Alegre, RS 25.09.2018: Fachada da Cinemateca Capitólio Petrobras, que está localizada na R. Demétrio Ribeiro, 1085, no bairro Centro Histórico, na capital. Foto: Eduardo Beleske/PMPA
Por Fernanda Wenzel e Naira Hofmeister Originalmente previsto para ser lançado ainda em fevereiro, o lançamento do edital de terceirização da gestão da Cinemateca Capitólio ficou para março. Questionamentos de grupos contrários levaram o Poder Executivo a promover reuniões de esclarecimentos. Agora, algumas das perguntas começam a ser respondidas. Entre os benefícios apontados pela prefeitura na contratação de uma organização da sociedade civil para administrar o cinema e o acervo da casa está a economia aos cofres públicos. “Estamos projetando algo em torno de 25%, mas ainda estamos fechando os últimos valores. No caso da Pinacoteca e do Atelier Livre, chegou a 48% em relação ao gasto atual”, calcula o secretário adjunto de Parcerias Estratégicas, Fernando Pimentel. O edifício histórico, na esquina da Borges de Medeiros com a Demétrio Ribeiro, deverá ganhar uma reforma elétrica e um sistema remoto de monitoramento de umidade e temperatura do acervo de filmes antigos. “Hoje é feito tudo de forma manual, não eficiente. A gente quer um sistema que dê alertas online, tenha relatórios para que a gente consiga monitorar como esteve no fim de semana, se faltou luz, se alguma coisa aconteceu com as obras armazenadas e tudo o mais”, antecipa. Ainda não está definido qual será o nível de interferência do poder público na programação do cinema. Sabe-se que, a exemplo do que ocorre com o Auditório Araújo Vianna, algumas datas serão de uso exclusivo da prefeitura. Possivelmente serão 90 sessões ao ano, menos de 10% do total de sessões realizadas em 2018 e 2019 — foram mais de mil em cada ano. “Tem uma parte da programação que a gente está tentando fazer uma gestão compartilhada entre a organização da sociedade civil e a SMC, mas a SMC ficou de bolar um meio de compartilhamento. O resto da programação quem desenvolve é a organização da sociedade civil”, completa. Pinacoteca será aberta aos finais de semana Com relação ao edital já lançado, para a gestão terceirizada do Atelier Livre Xico Stockinger e da Pinacoteca Ruben Berta, há previsão de ampliação da oferta de serviços. A galeria de arte abrirá aos finais de semana (sábados e domingos) e pelo menos em uma noite — hoje os portões fecham às 18h30 salvo em dias de eventuais concertos noturnos. “A pessoa que trabalha em horário comercial não consegue ir”, justifica o secretário adjunto. Não haverá cobrança de ingresso. Já no Atelier Livre, a meta é ampliar o volume de alunos em 55% e de cursos em 23%, em relação ao que é feito atualmente. Além das aulas na sede do Atelier, no bairro Menino Deus, haverá oferta “em polos de inovação do município e em locais de vulnerabilidade social”, explica Pimentel, acrescentando que o número de matrículas gratuitas também vai aumentar. A estrutura física do Atelier, entretanto, não será renovada. “Nesse caso, organização simplesmente vai lá e oferece uma grade complementar. A gente só pediu para que ela comprasse aparelhos de ar condicionado e alguns equipamentos específicos — bens móveis — que o Atelier não […]

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