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Câmara aprova projeto para reduzir tarifa das lotações

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Câmara aprova projeto para reduzir tarifa das lotações

A Câmara Municipal aprovou projeto do Executivo que altera o cálculo tarifário para as lotações. Após a sanção, a passagem passa a ser a soma do preço da passagem de ônibus mais 40% – antes, o acréscimo era de até 50%. O texto original previa diferença de apenas 20%, mas uma emenda do vereador Claudio Janta (SD) alterou o índice. O reajuste deverá ocorrer, no máximo, uma vez ao ano – e caberá à entidade representativa da categoria solicitar ou não a alteração. 

Atualmente, o preço da passagem – que não aumentou em 2022 – é de 7 reais, ante 4,80 dos ônibus. Afetadas diretamente pelo transporte de aplicativos e, mais tarde, pela pandemia e pelo aumento no diesel, hoje a frota das lotações da Capital conta oficialmente com 429 veículos que operam 31 linhas e atende, segundo o setor, a 95% dos bairros. No entanto, segundo o presidente da associação representativa da categoria, Magnus Isse, quase metade dos veículos deixou de rodar. 

Tal como o transporte público, o seletivo encara redução drástica de passageiros. Em abril, o Isse afirmou ao Correio do Povo que as lotações perderam 40% de passageiros durante a pandemia. Um mês antes, ele havia afirmado que o setor “estava na UTI”, em entrevista à Zero Hora, cobrando medidas da Prefeitura. Pressionado pelo combustível, ele estimou que a “tarifa justa” poderia custar até 8 reais. 

Na justificativa do projeto aprovado ontem, a Prefeitura ressalta que o texto visa preservar a “própria continuidade da existência e disponibilização do serviço”, que opera em Porto Alegre desde maio de 1977. A matéria não tratou, porém, do pedido de redução de ISSQN, um pedido que vem desde 2013. Esta pauta tramita em outro projeto e prevê um tempo limitado de dois anos de benefício.

A pouco mais de um mês das convenções, RS tem sete pré-candidatos ao Senado 

Correndo em paralelo às negociações de composições para o Governo do Estado, as definições sobre os postulantes a uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul vão ocorrer a partir do mês que vem, quando estão marcadas as convenções partidárias. Há, no momento, sete pré-candidatos: Lasier Martins (Podemos), que concorre à reeleição, Ana Amélia Lemos (PSD), Nádia Gerhard (PP), Hamilton Mourão (Republicanos), José Ivo Sartori (MDB), Roberto Robaina (PSOL) e Vicente Bogo (PSB). O cenário, no entanto, ainda deve sofrer alterações, a depender das composições às chapas majoritárias. Os futuros candidatos, num primeiro momento, devem disputar de forma acirrada o voto de um eleitor que não parece estar habituado aos seus nomes e que chegou a fazer nomes como o dos senadores Luis Carlos Heinze (PP) e Paul Paim (PT) pontuarem na pesquisa espontânea Exame/Ideia deste mês. Os dois têm assentos garantidos na Casa Legislativa por mais quatro anos.

Ranolfo assina pedido de liminar contra mudança no ICMS dos combustíveis

Governadores de 11 Estados, entre eles Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), pediram para que o Supremo Tribunal Federal (STF) considere inconstitucional a lei que mudou as regras de incidência do ICMS em combustíveis. A medida questionada foi aprovada pelo Congresso em março, sob influência do governo Bolsonaro, para tentar reduzir o preço dos combustíveis. “Trata-se de verdadeira ‘caridade com chapéu alheio’, uma liberalidade orçamentária a ser sofrida pelos estados, DF e municípios, todos surpreendidos pela medida unilateral, autoritária, drástica e com graves efeitos imediatos para os combalidos cofres desses entes”, diz a peça. Criticando a falta de estudos sobre o impacto fiscal, os Estados pedem uma medida liminar cautelar para que essas mudanças sejam suspensas até que o STF tenha uma decisão final sobre o assunto. Alegam ainda que o governo federal buscou uma “solução mágica” para baixar o preço dos combustíveis, sendo que a responsabilidade é da política tarifária da Petrobras, sociedade de economia mista sob controle da própria União. 

Reitoria da UFRGS extingue comitê sobre covid

A decisão da Reitoria da UFRGS de extinguir o Comitê da covid-19 causou reações de entidades da universidade. De acordo com elas, o informe sobre o fim das atividades do colegiado ocorreu sem comunicação no início desta semana. O órgão seria substituído por uma Comissão de Acompanhamento. “Trata-se de uma atitude com notória intenção de eliminar posições divergentes que eram sustentadas pelas nossas Entidades, na defesa da Vida, mas que agora foram excluídas deste espaço”, afirma nota das entidades DCE, APG, ADUFRGS, ASSUFRGS, Andes UFRGS e Conssat. Procurada pela reportagem de GZH, a reitoria não tinha retornado. A decisão ocorreu uma semana após a universidade retomar as aulas totalmente presenciais e num contexto de relativa queda – ainda que em patamar alto – dos diagnósticos conhecidos de coronavírus no Estado.

Outros links:

  • A média móvel semanal de casos da covid-19 no Rio Grande do Sul ficou abaixo de 3 mil  infecções diárias, segundo o consórcio de imprensa. A última vez que isso aconteceu foi em 24 de maio.
  • A Secretaria Municipal da Saúde publicou um cronograma para as doses de reforço para quem recebeu a vacina da Janssen contra a covid-19. As aplicações iniciam amanhã.
  • Ainda sobre vacinas anticovid: uma pesquisa da Fiocruz com o Instituto Sabin de Vacinas avalia a eficácia do reforço em doses fracionadas. O objetivo é reduzir reações adversas aos imunizantes.
  • A Prefeitura da Capital elabora uma atualização do Plano de Mobilidade Urbana, que irá revisar o Plano Diretor Cicloviário Integrado de 2009. O plano prevê 495 quilômetros de ciclovias – em 13 anos, há menos de 70 prontas.
  • O prefeito Sebastião Melo (MDB) lançou ontem a campanha “A gente vive, a gente cuida”. A iniciativa visa mobilizar e conscientizar sobre o descarte correto do lixo e sobre o cuidado com o espaço público.
  • A campanha solidária de Dia dos Namorados do Shopping Iguatemi arrecadou mais de 2 toneladas de alimentos não perecíveis para a ONG Ação da Cidadania.
  • O veto do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao prolongamento de incentivos fiscais à indústria química e petroquímica teria potencial de cortar 9 mil postos de emprego no RS.
  • Para Juremir Machado, a prisão de Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro, acaba de vez com a narrativa sempre repetida pelo capitão de um “governo sem corrupção”. Leia a coluna completa aqui.

Cultura

Agenda (🔒)

Centro Histórico-Cultural Santa Casa apresenta, às 19h, concerto da pianista francesa Eloïse Bella Kohn

Casa de Cultura Mario Quintana lança no YouTube, às 20h, o filme Na Parede da Memória – Elis Regina, dirigido pela mineira Elizabete Martins Campos.

O Café Fon Fon recebe o show Brasilidade, às 21h, do grupo formado por Adriana SperandirAdrieli Sperandir e Cristian Sperandir.

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Uma antiga igreja apostólica, na avenida Venâncio Aires, em Porto Alegre, vai ser o novo lar da  Bamboletras. A mudança é temporária e se deve à construção de três torres que ocuparão o local do Olaria, onde ficava a livraria. Depois da reforma, é possível que o estabelecimento volte ao seu lugar original. Milton Ribeiro, livreiro da Bamboletras, diz que a prática de antigas igrejas se transformarem em livrarias é comum na Europa, mas que ele nunca tinha visto no Brasil.

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