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Com casos em disparada e o dobro de internações, Piratini mantém classificação de risco

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Com casos em disparada e o dobro de internações, Piratini mantém classificação de risco
Após confirmar mais de 10 mil novos casos de covid-19 em um único dia no RS, o Governo do Estado voltou a emitir, pela segunda semana seguida, Avisos a todas as regiões, o primeiro nível de risco no Sistema 3As. O Piratini marcou para amanhã uma reunião com representantes das regiões como um passo prévio à situação de Alerta do Sistema 3As, segundo nível da classificação no qual as áreas devem elaborar um plano de contenção à pandemia. A reunião com o Gabinete de Crise foi conduzida de maneira virtual pelo governador Eduardo Leite (PSDB), que já estava isolado em função do teste positivo do seu namorado, Thalis Bolzan. No final da noite de ontem, o governador confirmou que também está com a doença, mas sem sintomas. É a segunda vez que Leite testa positivo para a covid. Em menos de duas semanas de 2022, o total de casos ativos de covid no RS saltou da casa dos 6 mil para mais de 40 mil. Conforme os dados da Secretaria Estadual da Saúde, em 11 dias janeiro já tem mais casos notificados que os últimos dois meses somados. Em ritmo menor, mas preocupante, cresceu também o número de pacientes em leitos clínicos, que praticamente dobrou neste ano: de 297 em 2 de janeiro para 591 ontem. A taxa de ocupação de UTI por pacientes infectados pelo coronavírus também apresenta crescimento, porém mais tímido, saltando de 155 para 169 entre os dias 1° e 11 de janeiro. A situação não é pior por conta da vacinação avançada. Só que a cobertura traz riscos implícitos na avaliação da professora e epidemiologia da UFRGS Suzi Camey: “O momento atual preocupa no seguinte sentido: a grande maioria das pessoas, em função da vacinação, tem apenas sintomas leves, e isso acaba dando uma sensação de segurança. Mas precisamos pensar em grandes números. Se tivermos 50 mil contaminados em um dia, poderemos ter um número expressivo de internações simultâneas”, analisou ela, em entrevista a GZH. “O que a gente teria que conseguir agora é frear a escalada exponencial de casos.” O que mais você precisa saber MPT recomenda não seguir a orientação do Ministério da Saúde – A procuradora Priscila Dibi Schvarcz, do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) recomenda que empregadores não sigam a nova orientação do Ministério da Saúde, que reduz o tempo de isolamento de casos positivos de covid-19. Ela apontou que há duas portarias de junho de 2020 prevendo quarentena de 14 dias ainda em vigor. “A  base dessa mudança é a necessidade econômica. Mas esse retorno antecipado pode se tornar um risco para o restante dos trabalhadores, porque pessoas assintomáticas também transmitem”, afirmou ela à reportagem de GZH. A professora de biossegurança da UFCSPA Melissa Markoski afirmou que a diminuição do tempo de quarentena nas condições sugeridas pelo Ministério é um risco, ainda que menor: “Provavelmente a transmissão será rara, mas o risco existe. E há pessoas que responderão prontamente à infecção, neutralizando-a rapidamente (3-5 dias) e há outras que demorarão bem mais […]

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