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Eleições na UFRGS: conheça as propostas das três chapas

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Eleições na UFRGS: conheça as propostas das três chapas Foto: Tiago Medina / Matinal

A UFRGS começa a definir a futura reitora da universidade a partir da próxima segunda-feira. Confirmada oficialmente nesta semana, a consulta à comunidade acadêmica está marcada pela judicialização do processo, que acabou por vetar a apuração paritária entre os três segmentos que compõem o colégio eleitoral: professores, estudantes e servidores. A demanda histórica da comunidade é defendida pelas três postulantes à gestão.

Matinal entrevistou as três chapas – todas encabeçadas por mulheres. No questionário enviado às candidaturas, foram abordados os desafios da próxima gestão, como o papel da UFRGS na reconstrução do estado, a redução na produção acadêmica nos últimos anos e o agravamento de doenças mentais dos estudantes. Clique nos links abaixo para ler as entrevistas.

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Chapa 1 é composta por Liliane Giordani e Carlos Alberto Gonçalves; a Chapa 2 é formada por Ilma Brum e Vladimir Nascimento; a Chapa 3 conta com Márcia Barbosa e Pedro Costa. O resultado da consulta à comunidade será encaminhado ao Conselho Universitário, que monta uma lista tríplice, na ordem das chapas mais votadas, para enviar ao MEC, o que deve ocorrer em sessão do Consun no dia 19 de julho.

As candidatas voltam a se encontrar no último debate, que será realizado hoje, a partir das 14h, no Salão de Atos da UFRGS.

Lula prometeu respeitar decisão da comunidade – Posteriormente, o presidente Lula fará a nomeação dos escolhidos à reitoria. Em seus mandatos anteriores, Lula respeitou a vontade da comunidade acadêmica e designou o candidato mais votado. No início da atual gestão, o presidente prometeu manter o critério.

Essa postura não ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro, que nomeou o atual reitor, Carlos Bulhões, terceiro colocado dentre três candidaturas em 2020. Com uma gestão marcada por atritos e dois pedidos de impugnação aprovados, Bulhões não buscou recondução ao cargo.

A próxima reitoria terá mandato de quatro anos (2024-2028), com a atribuição de gerir os espaços de pesquisa de mais de 37 mil estudantes, 5 mil servidores e orçamento anual superior a 2,1 bilhões de reais.

Usada como justificativa para desocupação, marquise do antigo prédio da Fepam não foi interditada

Foto: João Carlos Neto

No dia 16 de junho, a Brigada Militar despejou famílias afetadas pela enchente que haviam ocupado o edifício da antiga sede da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), no Centro Histórico, interditada em 2013. Como mostrou reportagem da Matinal, a desocupação ocorreu em um domingo chuvoso, sob alerta meteorológico da Defesa Civil. Segundo a polícia, a justificativa para o despejo dos cerca de 200 moradores da ocupação Sarah Domingues seria o perigo oferecido pela edificação, que apresentaria risco de queda das marquises. Contudo, durante a ação, os ocupantes foram enfileirados justamente embaixo da estrutura.

Ontem, quase um mês depois, a Matinal esteve sob as marquises, nas vias Mauá, Júlio de Castilhos e Carlos Chagas, e constatou que não há sinalização sobre eventuais riscos oferecidos pela estrutura. Na Júlio de Castilhos, fitas e cones impediam o acesso a um pequeno espaço na calçada, em reforma, sem evitar que pedestres andassem pelo local. A reportagem procurou a Defesa Civil, que encaminhou a questão para a Secretaria de Segurança Pública do RS. O órgão, por sua vez, orientou que fosse procurada a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. A Matinal aguarda um posicionamento da pasta.

Prefeitura envia à Câmara projeto de isenção do IPTU para os atingidos pela enchente – A prefeitura de Porto Alegre enviou projeto à Câmara Municipal que visa a conceder isenção do IPTU até o final de 2024. Imóveis diretamente impactados podem obter perdão total das parcelas do imposto com vencimento entre maio e dezembro. Para unidades indiretamente atingidas pelas inundações, o desconto previsto é de 20%. A proposta da prefeitura também prevê compensação em 2025 de valores já quitados neste ano. O texto ainda precisa passar por comissões técnicas antes da votação em plenário. Inicialmente, o município propôs isenção do imposto por dois meses. Uma emenda ampliou o prazo para 2026, mas a redação final da lei aprovada pela Câmara foi vetada em junho pelo prefeito Sebastião Melo (MDB), que alegou não poder se comprometer com um prazo que extrapola o atual mandato.

Comissão municipal debate lições da enchente – Em reunião virtual da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal, realizada ontem, parlamentares e representantes da sociedade civil e de órgãos públicos debateram lições que podem ser retiradas das enchentes em Porto Alegre. Especialistas em saneamento e meio ambiente defenderam a recriação do extinto Departamento Municipal de Águas Pluviais (DEP) e criticaram a falta de manutenção do sistema anticheias da cidade. Técnicos do município abordaram possíveis melhorias nas estruturas, mas ressaltaram o caráter extraordinário das chuvas recentes.

Diretora de Tratamento e Meio Ambiente do DMAE, Joice Becker relatou que causou “estranheza” aos técnicos que já houvesse relatórios de diagnósticos das estruturas do sistema de proteção. “Nós, que trabalhamos com isto no dia a dia, somente estamos conseguindo montar isto agora aos órgãos de fiscalização e controle”, afirmou Becker, conforme matéria do Correio do Povo.

Em maio, reportagem da Matinal mostrou que, segundo documentos internos do DMAE, a prefeitura foi comunicada, após a cheia de novembro de 2023, sobre problemas em quatro estações de bombeamento de águas pluviais. Também revelamos que o conserto da casa de bombas que inundou o centro de Porto Alegre patina desde 2018. Em outra apuração, conforme relatório obtido por Zero Hora, a prefeitura e o DEP foram informados em 2014 sobre questões críticas do sistema de proteção e medidas de reparação que poderiam ser adotadas.

Veja a íntegra da Matinal News desta quarta-feira, 10 de julho.

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