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Mais de dois terços dos gaúchos perderam renda na pandemia

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Mais de dois terços dos gaúchos perderam renda na pandemia

Quase metade das famílias gaúchas vivem hoje com metade da renda ou menos do que viviam antes da pandemia. São 44,3% nesta situação. Em Porto Alegre, sete em cada dez entrevistados relataram redução nos ganhos. Os dados foram compilados por uma pesquisa encomendada pela Assembleia Legislativa e que realizou 1,5 mil entrevistas. A íntegra está neste link.

Em nível estadual, o impacto maior está entre os mais pobres: das famílias que recebem até dois salários mínimos, 24,7% acusaram perdas, no grupo de três a cinco salários mínimos, o índice é de 27,9%. Já para quem ganha mais de seis salários mínimos, o percentual cai para 20,8%. Dos trabalhadores informais e autônomos ouvidos, 83% relataram alguma perda de renda, taxa acima do índice registrado entre o total de entrevistados, que foi de mais de dois terços, ou seja, cerca de 66%. 

O levantamento aponta ainda que os efeitos são mais graves nas cidades maiores do que nos municípios menores. Foi abordada também a saúde mental dos entrevistados: entre as classes pobre e média, 20,1% e 24,4% citaram problemas, respectivamente. Na faixa mais rica, o percentual sobe para 36,8%. A pesquisa também evidenciou que a maioria dos entrevistados (88%) acredita que a desigualdade social é grande. Índice semelhante (87%) dentre os ouvidos pensa ser fundamental reduzir a diferença econômica entre ricos e pobres para o RS progredir.

A desigualdade detectada no estudo sobre o RS está em consonância com outra pesquisa que avaliou os impactos da pandemia em nível nacional. A avaliação é de que a situação dos pobres do País piorou. “O Brasil está uma máquina de criar desigualdade”, avaliou o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, à jornalista Marta Sfredo (🔒).

O que mais você precisa saber

O que faz de Restinga e Pinheiro os bairros com menor índice de vacinação – Reportagem do Sul21 procurou investigar por que a Restinga e a Lomba do Pinheiro são os bairros com maior percentual de moradores não vacinados contra a Covid-19 de Porto Alegre, uma cidade onde mais de 90% do público-alvo já recebeu ao menos uma dose do imunizante. Ambos periféricos, os locais são considerados bairros-dormitório, ou seja, seus moradores saem de manhã bem cedo e voltam à noite e assim têm menos tempo para acessar os serviços de saúde. Em especial na Restinga, o problema da violência também é citado como causa da baixa adesão à campanha. No Pinheiro, há ainda posições antivacina entre os moradores. Para reverter o quadro, são defendidas ações de descentralização dos pontos de vacinação. Por falar em vacinação, ontem à noite, uma semana após medida criticada por especialistas, o Ministério da Saúde voltou atrás e passou a recomendar novamente a imunização de adolescentes contra o coronavírus. 

Estiagem influenciou queda no valor da produção agrícola gaúcha em 2020 – Com a estiagem prolongada que atingiu o Rio Grande do Sul no ano passado, o valor da produção agrícola gaúcha recuou 6,9%, diz o IBGE. O Estado caiu para a quinta posição no ranking, com participação nacional de 8,1%. O resultado regional foi na contramão do País, que bateu novo recorde e atingiu 470,5 bilhões de reais, 30,4% a mais do que em 2019. A cultura agrícola que mais contribuiu para a safra 2020 foi a soja, principal produto de exportação nacional. No ano passado, Mato Grosso foi o maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil, seguido por Paraná, Goiás e RS. Falando em exportações, produtores gaúchos estão de olho na crise da gigante chinesa do setor imobiliário, a Evergrande. Um eventual calote da empresa provocaria instabilidade na China. Como o país é um grande consumidor de alimentos, uma queda na sua demanda impactaria nas cadeias gaúchas ligadas aos grãos e à proteína animal, segundo especialistas ouvidos por GZH.

Índice de suicídio entre idosos cresce no RS e acende alerta – Chamado de Setembro Amarelo, o nono mês do ano é o mês de promoção à vida. Estudos como a tese de doutoramento da perita criminal Maria Cristina Franck podem ajudar a elaborar políticas públicas de prevenção ao suicídio. A pesquisadora analisou 4.019 ocorrências no RS entre 2017 e 2019, das quais 1.145 foram de homens com mais de 60 anos, o que representa 28,5% dos suicídios no período; no intervalo entre 2001 e 2015, a taxa havia sido de 23,3%. As mortes analisadas concentram-se na faixa entre 60 e 69 anos (53,7%). Chama a atenção ainda a predominância do gênero masculino – quatro em cada cinco vítimas eram homens. Para Franck, é fundamental reatar os vínculos sociais desse grupo. “Esse problema é real, mesmo que as pessoas se sintam constrangidas de compartilhar, mas é importante que as famílias ouçam e saibam onde procurar auxílio”, disse ao G1. O RS, que tem as maiores taxas nacionais de suicídio, possui uma rede de serviços voltada à prevenção que pode ser contatada pelos telefones (51) 3288-5908 e 3288-5909 ou e-mail [email protected].

Vacina, sim!

E eis que o último dos públicos a ser contemplado com a vacina contra a Covid já pode iniciar sua imunização a partir de hoje em Porto Alegre. Todas as pessoas com 12 anos ou mais podem procurar um dos mais de 50 pontos da cidade, entre unidades de saúde farmácias conveniadas. O serviço completo está aqui.

Outros links:


Cultura

Agenda 

Às 18h, o segundo episódio do Papos PUCRS reúne as comunicadoras Roberta Martinelli e Sarah Oliveira, com mediação da jornalista FêCris Vasconcellos.

A produtora Alice Castiel Ruas e a gerente de marketing da Natura, Fernanda Paiva, tiram dúvidas sobre o edital Natura Musical 2021 em live voltada a artistas e produtores musicais, às 18h.

Salão Fundarte de Arte 10×10 chega a Porto Alegre no 7º andar da Casa de Cultura Mario Quintana.

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Você viu?

Na era dos smartphones, um templo especializado em canetas permanece vivo dentro da Galeria do Rosário, no centro da Capital. A Rei das Canetas é administrada por Asher Rubin, de 69 anos, desde 1988 e tem produtos que podem custar até 3 mil reais. Marcas famosas como Crown, Parker, Cross e Montblanc estão entre os itens cobiçados, principalmente por colecionadores. Em meio à pandemia, Asher também investe em outros produtos para manter o negócio, como carga para as canetas e estojos de couro. Para ele, a tradição é uma das principais marcas do sucesso de seu negócio. “O avô traz o filho, que traz o neto, que viu a caneta sendo usada e deseja ter o mesmo objeto. E assim vamos mantendo esse ciclo aqui”, contou em entrevista a GZH.

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