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Nota do Ministério contém desinformação e pode frear vacinação no RS

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Nota do Ministério contém desinformação e pode frear vacinação no RS
Uma nuvem de incerteza foi jogada sobre a campanha de vacinação contra a Covid-19. E pior: pelo Ministério da Saúde. Alegando falta de evidências científicas – algo rechaçado pela Anvisa horas mais tarde – a pasta revisou a recomendação da vacinação para adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades. Isso quando parte deste público já era atendido, tanto no Rio Grande do Sul, quanto em outros estados do País. Dentre os motivos para o recuo, o ministério alegou que a Organização Mundial da Saúde não recomenda a vacinação – o que é uma interpretação errada. A OMS atesta a segurança da vacina da Pfizer e recomenda a imunização do grupo, mas após a vacinação de adultos, o que já é o caso na maior parte do país. O ministério também revelou o caso de uma adolescente que morreu após tomar a segunda dose. Porém, admitiu que não está claro se há relação com a vacina. A Anvisa, no fim da tarde, informou que não há dados que embasem a suspensão da campanha para o grupo.  Também mais tarde, o ministro Marcelo Queiroga explicou que a decisão foi precedida por uma conversa com o presidente Jair Bolsonaro. Queiroga ainda projeta para daqui a dois meses o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em lugares abertos, que é outra pauta defendida por Bolsonaro, de acordo com o jornal Metrópoles.  Reação no meio científico – Pega de surpresa com a nota, a comunidade científica reiterou a importância da vacinação de adolescentes. “Vai trazer não só o benefício de reduzir a hospitalização e os óbitos nessa faixa etária, mas também a diminuição da transmissão do vírus em toda a sociedade”, resumiu o infectologista da Fiocruz Julio Croda à CNN. Diversos órgãos, como Conass, Conasems e Sociedade Brasileira de Infectologia reagiram ao novo posicionamento, cobrando a retomada da vacinação. A nota do ministério deve fazer o RS suspender a vacinação de adolescentes a partir da chegada de novos lotes da Pfizer – que é o único imunizante aprovado para a faixa etária. A pasta, porém, garantiu que quem já tomou a primeira dose tem direito à segunda. Em Porto Alegre, a decisão de Brasília foi criticada pelo diretor da Vigilância em Saúde, Fernando Ritter. A Capital tem estoque para imunizar até as pessoas de 12 anos, no entanto uma reunião ainda hoje irá encaminhar a decisão de prosseguir ou não com a campanha para os mais jovens. Erro de imunização – Na coletiva sobre o assunto, Queiroga ainda alegou que cerca de 1,5 mil jovens (de um universo de 3,5 milhões) apresentaram reações adversas. E cerca de 1,3 mil desses haviam tomado uma dose errada para o público – ou seja, que não era da Pfizer. No RS, dos 59 mil adolescentes já vacinados, 3% tinham tomado uma dose indevida. Eles não receberão a segunda dose do fabricante original e precisarão refazer o ciclo vacinal. O que mais você precisa saber Com custo 70% superior à estimativa inicial, reforma do Gasômetro enfrenta problema jurídico – Estimada inicialmente em 11,449 milhões de reais, a reforma da Usina do Gasômetro vai sair por cerca de 20 milhões. A Prefeitura afirma que […]

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