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O que pensam os candidatos a um mês da eleição

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O que pensam os candidatos a um mês da eleição

O que você precisa saber hoje

O que pensam os candidatos – Faltando 30 dias para o primeiro turno das eleições, os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre começam a botar suas ideias e intenções nas ruas. A convite do site GZH, os 13 postulantes a chefe do Executivo escreveram artigos respondendo como seria a cidade no final dos seus mandatos caso fossem eleitos. Orçamento Participativo, incentivo à economia local, sustentabilidade e controle de gastos estão entre os temas abordados. A contaminação por Covid-19 é outra preocupação que não sai das agendas dos candidatos e suas equipes – principalmente depois que Gustavo Paim (PP) testou positivo nesta semana. Um dos motivos é a possibilidade de ficar ausente na reta final da campanha. Outro motivo é acabar sendo acusado de colocar eleitores e colaboradores em risco.

O Pampa também pega fogo – Como se não bastassem as queimadas que consomem parte da Amazônia e do Pantanal, o Pampa também enfrenta sérios problemas em razão de incêndios. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a área queimada do bioma característico do Sul gaúcho, ao longo dos nove primeiros meses deste ano, é a maior já registrada na série histórica, iniciada em 2002. O INPE calcula que a área devastada pelo fogo foi cinco vezes a registrada no mesmo período de 2019 e totalizou 6.044 km² – o equivalente a doze cidades de Porto Alegre. O número de focos de incêndio, entre janeiro e outubro, foi de 1.562 – mais que o dobro de todo o ano de 2018, quando foram registrados 742. Em setembro, a Rede MapBiomas já havia alertado que a vegetação nativa do Pampa perdeu 11% da cobertura campestre entre 2007 e 2019, indicando uma aceleração na comparação com períodos anteriores.

Apenas uma cidade do Estado não teve casos de Covid-19 – Dentre as 497 cidades gaúchas, coube à pequena Cerro Branco, na região central do Estado, a marca de ser o único município do RS sem nenhum caso de Covid-19. A cidade, que tem menos de 5 mil habitantes, atribuiu o título às ações de prevenção e às próprias características do local, que tem grande extensão, onde boa parte vive em zona rural e não há um ponto de aglomeração, como shopping ou fábrica. A penúltima cidade a não ter casos de coronavírus no Estado era Garrunchos, que confirmou seu primeiro diagnóstico nessa quinta-feira. Ontem o RS chegou a 218.835 infectados por Covid-19. Desde o início da pandemia, houve 5.282 mortes relacionadas ao coronavírus. Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, há 7.980 casos ativos, um patamar semelhante ao registrado no início de junho.

Reitora da UFCSPA alerta para riscos de aglomerações – Com novas flexibilizações para atividades econômicas e sociais e a retomada gradual das aulas presenciais, é inevitável o aumento de circulação de pessoas nas ruas. Nesse momento, o maior risco são as aglomerações, alerta a médica cardiologista e reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lucia Pellanda, em entrevista ao Jornal do Comércio. “Um único evento pode transmitir para muitas pessoas e ter um resultado muito trágico”, advertiu. Ela reafirmou a necessidade do esforço coletivo para que a situação da pandemia não volte a se agravar. “O retorno gradual de atividades pode funcionar se a gente mantiver os demais cuidados e tudo o que se aprendeu de março pra cá, como uso de máscara e higiene das mãos”, recomendou ela, que faz parte do comitê científico de apoio ao enfrentamento à pandemia no RS. Outro alerta vem dos leitos de UTI: pelo segundo dia consecutivo, registrou-se leve aumento nos pacientes internados por Covid-19.

Volta às aulas ainda distante no interior – Ao menos 71% das prefeituras gaúchas já decidiram não retomar o calendário escolar em 2020, conforme levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CMN). O principal entrave é a falta de recursos para aplicação dos protocolos sanitários estabelecidos. A estimativa do CMN é de que apenas na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual para as redes municipais no RS custe 123,1 milhões de reais. A pesquisa apontou que 97% das cidades gaúchas não possuem uma data definida para a volta das atividades presenciais, sendo que em 18% dos municípios, sequer o plano de retorno foi elaborado. Em nível nacional, contabilizou mais de 3 mil cidades sem data definida para a volta dos alunos às salas.

Outros links:


Diálogos Matinais: O que Porto Alegre precisa para avançar na Economia Criativa

Por Jorge Piqué

[..] Governos muitas vezes nesta área apoiam justamente quem menos precisa de apoio, exatamente como faziam antes, quando beneficiavam os latifúndios, ou a grande indústria, ou os grandes bancos, e deixavam de lado os “pequenos”. No Distrito Criativo são os pequenos e médios, inclusive autônomos, MEIs, o centro da nossa política de desenvolvimento, são eles que todos os dias travam a sua luta, pessoas extremamente talentosas, enfrentando todo o tipo de dificuldade para manter-se e algumas vezes, obrigados a desistir, mudando de cidade ou estado, ou mesmo fechando definitivamente. Uma Economia Criativa sustentável só pode existir numa sociedade onde uma série de problemas sérios estejam sendo resolvidos, como Saúde e Educação, onde haja emprego, onde as ruas ofereçam segurança, onde haja iluminação pública com qualidade, onde uma chuva forte de poucos minutos não provoque um alagamento que invade um antiquário e faz que um tapete persa fique todo encharcado e praticamente perdido. São essas pequenas coisas básicas que os governos precisam resolver em primeiro lugar, em toda a cidade, mas especialmente em territórios com vocação criativa. […]

Leia o artigo completo aqui.


Vamos ao fim de semana? Ainda não, ainda não. Mas já podemos nos preparar para o sábado que logo chega. Com ele, a Parêntese e os colaboradores da edição #47. Ela que vem com Marcello Campos no ensaio fotográfico e uma entrevista com o tradutor e escritor Paulo Neves. São presença garantida: Arthur de FariaCláudia Laitano e José Falero, além de Julia Dantas no folhetim Pássaros da Cidade. No cartum, Grazi Fonseca. Nas memórias emocionadas, Maria Avelina Gastal escreve sobre cinema o Cacique. Tiago Schiffner comenta Clarice Lispector acompanhado de uma resenha de Ângelo Chemello Pereira sobre a dramaturgia de Tamyres Batista. Já Roberto Jardim fecha sua série sobre futebol e política. Relampo chega com sua segunda edição de lampejos. E para fechar: as confirmadas recomendações do Roger Lerina. Melhor que isso, só lendo.
 
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Cultura

Pesquisa revela expectativas para retomada de atividades culturais e cenário de exclusão

Sala da Cinemateca Capitólio. Foto: Guilherme Lund/Capitólio

A pesquisa “Hábitos culturais pós-pandemia e reabertura das atividades culturais”, desenvolvida pelo Itaú Cultural em parceria com o Datafolha, aponta que a maioria dos brasileiros deseja realizar pelo menos uma atividade cultural nos próximos meses. Em paralelo, o estudo revela um cenário de exclusão que antecede as restrições impostas pela pandemia: nos últimos 12 meses, 48% dos entrevistados não realizaram nenhuma das 10 atividades mencionadas no levantamento. Clique aqui para conferir os principais dados do estudo e aqui para ler a entrevista do repórter Ricardo Romanoff com Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, e Paulo Alves, gerente de pesquisa de mercado do Datafolha.

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Hoje
Cômica Cultural apresenta uma videoperformance, às 20h, inspirada no texto Oráculos, de Patsy Cecato.

Sábado (17/10)
Às 18h, Ale Ravanello e Mari Kerber apresentam canções adaptadas ao formato piano, gaita e voz no projeto Ecarta Musical.

Domingo (18/10)
Às 19h, os músicos Leonardo Bock (violino), Tácio Vieira (violoncelo) e Érico Bezerra (piano) interpretam obras de Debussy na Casa da Música Poa.

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Você viu?

Hoje é Dia Mundial da Alimentação. E para tentar auxiliar as pessoas a manterem uma dieta saudável, o aplicativo Loomos “traduz” eventuais segredos nos rótulos dos alimentos, auxiliando na manutenção da dieta desejada. “Queremos ajudar o consumidor a descobrir, de uma forma muito intuitiva, se o produto que ele vai adquirir possui glúten, lactose, corantes, aditivos, açúcares ou qualquer elemento que ele queria evitar”, explica Fábio Licks, co-fundador do produto. Conforme ele, o app, disponível para Android e iOS, conta com uma consultoria permanente de uma nutricionista.

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