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Piratini abdica de adotar restrições mais severas

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Piratini abdica de adotar restrições mais severas Porto Alegre - 22/02/2021: Prefeito Sebastião Melo, vice-prefeito, Ricardo Gomes, o secretário municipal da Saúde, Mauro Sparta, e o secretário municipal extraordinário de Enfrentamento ao Coronavírus, Renato Ramalho, realizam vistoria para avaliar abertura de leitos no Hospital Parque Belém. Foto: Mateus Raugust/PMPA
No pior momento da pandemia, governador mantém cogestão Um dia após a manifestação de apoio de hospitais às restrições, a gestão do governador Eduardo Leite (PSDB) manteve o sistema de cogestão do distanciamento controlado. Na prática, significa que as 11 regiões que foram classificadas em bandeira preta, inclusive Porto Alegre, poderão adotar as medidas da bandeira vermelha, um nível que indica, em tese, risco menor de contágio. “A imensa maioria dos prefeitos apelou para que mantivéssemos a cogestão, que é uma ferramenta de reconhecimento da autoridade local. Ouvindo os prefeitos, ficou claro que não haveria condição de se ter a suspensão da cogestão nesse momento”, justificou o governador. Mesmo com os piores números da pandemia até aqui, a manutenção da cogestão recebeu apoio de empresários. Outro recuo do Piratini foi quanto à educação. Mesmo sob bandeira preta, o Ensino Infantil, além do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental estão autorizados a retomar as aulas presenciais. Por outro lado, o período de proibição de atividades não essenciais foi ampliado em todo o Estado para a faixa das 20h às 5h. Supermercados, por exemplo, terão de fechar mais cedo – neste link, um resumo do que pode ou não funcionar nesse horário.  Com 11.820 mortos até ontem e mais de 606 mil casos, o RS tem neste momento 86% de seus leitos de UTI ocupados. Em razão desse agravamento a Secretaria Estadual da Saúde orientou que os hospitais gaúchos suspendam cirurgias não urgentes – restrições, essas, que já vêm sendo adotadas por hospitais da Capital desde a semana passada. Deterioração após as eleições – Ex-reitor da UFPel, Pedro Hallal avaliou ao Jornal do Comércio o momento do RS no enfrentamento à pandemia. Para ele, o Estado perdeu o ritmo a partir de setembro e na época das eleições. “O discurso do distanciamento e do lockdown era menos popular do que o do ‘vamos reabrir a economia, vamos conseguir empregos’”, pontuou. “Se tivéssemos seguido o ritmo de março a agosto, o Estado seria um exemplo positivo no enfrentamento.” O que mais você precisa saber Porto Alegre adota bandeira vermelha em novo dia de recorde – O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), foi um dos defensores da manutenção da cogestão. Mesmo na bandeira preta, a Capital seguirá os critérios da bandeira vermelha. Ele agradeceu a Leite pela decisão e ressaltou que a Prefeitura se mobilizará para conter aglomerações entre 20h e 5h, ao mesmo tempo que enfatizou a defesa do comércio aberto. “Quero ser responsável pelas decisões na minha cidade”, afirmou Melo, à Rádio Gaúcha. Hoje, o prefeito viaja a Brasília, onde o primeiro compromisso será com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para, segundo a agenda da Prefeitura, tratar da abertura de mais leitos. Ontem, a cidade renovou o recorde no atendimento a pacientes com Covid-19 na UTI. Na manhã de hoje, 358 pessoas recebem tratamento intensivo na luta pela vida contra o coronavírus nos hospitais da Capital, uma situação que não difere muito de postos de saúde. Ocupação de leitos ultrapassa os 98% no Litoral Norte – O avanço do coronavírus no Rio Grande do Sul está cada […]

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