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Piratini e oposição conversam sobre projeto de renda básica

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Piratini e oposição conversam sobre projeto de renda básica Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Piratini estuda proposta de implementar renda básica no RS

Com o fim do auxílio emergencial federal – a última parcela foi paga em dezembro –, o Estado voltou a discutir a implementação de uma renda básica emergencial no RS. Na última sexta, o governador Eduardo Leite (PSDB) recebeu o deputado Valdeci Oliveira (PT), autor do projeto que prevê uma complementação para beneficiários do Programa Bolsa Família. Em audiência com o parlamentar, Leite determinou que as secretarias da Fazenda e da Assistência Social analisem a viabilidade da implementação do programa.

A proposta de Valdeci tem três alternativas: um aumento em 100 reais por pessoa durante oito meses, de 200 reais por mais quatro meses, ou de 200 para mães chefes de família e outros 100 reais para outros beneficiários por mais quatro meses. O dinheiro iria para os 400 mil cadastrados no Bolsa Família no Estado, que hoje recebem 135,59 reais por mês. Os cerca de 320 milhões viriam do Fundo de Proteção e Amparo social (Ampara/RS), que atualmente tem disponíveis 379,8 milhões em caixa.

O governador disse que existe o desejo de realizar a iniciativa, e que, caso siga adiante, deve aproveitar a tramitação do projeto. No ano passado, Leite havia dito que, se não houvesse prorrogação do programa federal, trabalharia na criação de um plano estadual. O Piratini acompanha o desdobramento das discussões em Brasília, onde o Planalto prepara uma proposta para liberar três parcelas de 200 reais para trabalhadores informais e não atendidos pelo Bolsa Família.

Para ler com calma – Desde o início da pandemia, o debate sobre uma renda básica universal ganhou força na sociedade. Se você tiver um tempinho a mais esta manhã e quiser se aprofundar no assunto, vale ler este artigo do jornal Nexo que discute os desafios de se implementar um programa nacional contínuo.


O que mais você precisa saber

Novos cortes de jornada e salário, agora em Porto Alegre – Cerca de 60 mil trabalhadores de Porto Alegre deverão voltar a conviver com a suspensão de contratos ou redução de jornada de salário. De acordo com o Jornal do Comércio, convenções coletivas prevendo as medidas serão oficializadas nesta segunda-feira entre o Sindicato dos Empregados do Comércio de Porto Alegre (Sindec-POA) e mais três organizações patronais – Sindigêneros, dos supermercados, Sindiatacadistas, do atacado –, e Sindilojas-POA, do comércio. Para os dispositivos serem aplicados, será preciso que cada empresa firme um acordo coletivo com o sindicato dos trabalhadores. Responsável pela negociação dos sindicatos patronais e consultor trabalhista da Fecomércio-RS, Flávio Obino Filho afirmou que a medida visa preservar empregos.


Vacinação de idosos acima de 85 anos inicia nesta semana – Com mais de 230 mil imunizações contra a Covid-19 já administradas no Rio Grande do Sul, começa nesta semana a vacinação em idosos de 85 anos ou mais. Pessoas desta faixa etária poderão se vacinar fora de sua cidade de domicílio, conforme a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann. Das 193,2 mil novas doses que chegaram ontem, a maior parte será encaminhada ao Litoral Norte, em razão dos idosos que estão na praia, tanto em função do verão quanto da pandemia. Assim que distribuídas, fica a cargo das prefeituras organizarem a campanha. Em Porto Alegre, a vacinação para os idosos a partir de 85 anos, ao contrário do que comunicado anteriormente, não inicia amanhã, mas a Prefeitura assegurou que começará “nesta semana”.


Câmara da Capital terá nova eleição – Por determinação judicial, a Câmara de Porto Alegre elegerá uma nova Mesa Diretora hoje. Isso ocorre em cumprimento à decisão do desembargador Francesco Conti, que anulou o acordo de composição da direção da Casa, que excluiu a oposição tanto da mesa e quanto da presidência de comissões. Segundo o magistrado, houve desrespeito ao critério da proporcionalidade. Duas bancadas de oposição, PSOL e PT, têm o maior número de vereadores da Casa, quatro – mesmo número do PSDB. Pela decisão, os oposicionistas têm direito a um cargo de presidência e a outro de vice-presidência em uma das seis comissões da Casa. Escolhido no mês passado, o vereador Márcio Bins Ely (PDT) deve ser reconduzido ao comando da Câmara (🔒).


Carrefour e o racismo – O Carrefour lançou, na última sexta, o site “Não Vamos Esquecer”, em que publicou os compromissos assumidos pela empresa no combate ao racismo estrutural no Brasil. A página é uma das iniciativas da empresa em resposta ao assassinato de João Alberto Silveira Freitas, o Beto, em novembro de 2020, em uma loja da zona Norte da Capital. O portal se propõe a ser um portal de transparência, em que detalha as ações implementadas desde então, além de servir como um espaço de denúncia e propostas. Uma reportagem do Matinal publicada no ano passado mostrou que o caso do Beto não foi isolado no supermercado. Em outra reportagem neste ano, identificamos que, além do Carrefour, Big e Zaffari já haviam sido condenados em casos de truculência e racismo em Porto Alegre.


Outros links:


Cultura

As fotos que Achutti viveu

Foto: Luiz Eduardo Achutti

Porto Alegre, 13 de abril de 1984. Com as Diretas Já tomando as ruas do país, Fafá de Belém cantava o hino nacional e soltava uma pomba branca aos olhos de cerca de 200 mil pessoas reunidas no largo Glênio Peres. “Não podia perder a pomba da Fafá. Usei grande angular e flash para garantir que ela, a pomba, não fugisse do quadro e que também não ficasse muito borrada em fuga”, recorda o fotógrafo, antropólogo e professor do Instituto de Artes da UFRGS Luiz Eduardo Robinson Achutti. Continue lendo a matéria do repórter Ricardo Romanoff sobre o livro Fotos que Vivi: Achutti 45 anos.

Agenda 

Movimento Muitas Mulheres realiza o encontro Mulheres na Arte e na Cultura, às 20h, com a participação de Catharina Conte, Clara Corleone, Dedé Leitão, Jota Carneiro, Mariani Ferreira, Nelly Coelho, Patsy Cecato, Susana Jung e Valéria Barcellos.

E tem mais Valeria Barcellos, às 20h,  em live da cantora Ilse Lampert.
E mais.

Veja a agenda completa


Você leu? 

Na semana passada, na revista Parêntese, Luís Augusto Fischer entrevistou Sayonara Pereira, bailarina e professora de dança com uma história simplesmente maravilhosa. Nascida na antiga Colônia Africana do bairro Rio Branco, viveu a dança aqui na cidade até o limite possível, transferiu-se para a Alemanha, onde viveu quase vinte anos, e agora é professora da USP. Simples assim? Não: complexo e magnífico, como a vida é. Se você ainda não a conhece, ler a história de Sayo é uma belíssima forma de começar a semana. A entrevista está neste link.

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