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Piratini flexibiliza normas do distanciamento controlado

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Piratini flexibiliza normas do distanciamento controlado Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

O que  você precisa saber hoje

Leite muda protocolos do distanciamento controlado – Mais duas flexibilizações no modelo de Distanciamento Controlado foram confirmadas ontem pelo governo do Rio Grande do Sul. Elas estão relacionadas ao teto de ocupação de alguns estabelecimentos comerciais e de órgãos públicos. As modificações passarão a valer hoje. De acordo com o executivo estadual, a ocupação máxima de comércios essenciais e das mecânicas deverá levar em conta funcionários do local e clientes. Na bandeira amarela, que representa o risco mais brando, o limite será de uma pessoa para cada dois metros quadrados. Já na bandeira preta, a de risco altíssimo, o teto será de uma pessoa a cada oito metros quadrados. Ao tratar das repartições públicas, o governo decidiu aumentar os tetos de ocupação em todas as bandeiras. Os prefeitos agora poderão criar regras próprias, com possibilidade de ampliação para até 100% a ocupação para os servidores das cidades. Além das alterações, o governo do Estado confirmou a recusa de cinco pedidos de reconsideração do mapa preliminar da 36ª rodada do Distanciamento Controlado. Dessa forma, o RS tem 19 das 21 regiões sob bandeira vermelha. As exceções são as áreas de Ijuí e Santa Rosa, que estão na cor laranja ao menos até 18 de janeiro. 

Recuperado, Mourão contraria Bolsonaro e defende vacinação – Recuperado há pouco da Covid-19, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) incentivou a vacinação contra o coronavírus. Em sua volta ao trabalho, ele destoou do presidente Jair Bolsonaro e afirmou que pretende se vacinar, mesmo após ter sido considerado curado: “É uma questão coletiva, não é individual”, destacou o vice, que ainda prometeu “não furar a fila”. Falta, contudo, uma data para iniciar a campanha de vacinação em nível nacional – ao menos mais objetiva do que o “Dia D e Hora H” citados pelo ministro Eduardo Pazuello. No Rio Grande do Sul, ao menos a logística parece avançar: o Governo do Estado assegurou a aquisição de 10 milhões de seringas e a UFRGS disponibilizou 55 geladeiras e quatro veículos para auxiliar na vacinação em Porto Alegre.

Plano do Banco do Brasil deverá ter mais impacto no interior – O processo de reorganização operacional desencadeado pelo Banco do Brasil ontem, no qual prevê a adesão a programas de desligamento de até 5 mil funcionários, pegou de surpresa e causou apreensão em trabalhadores. “Os funcionários em home office e aqueles afastados por serem de grupos de risco são os mais preocupados com tudo isso”, atestou a diretora do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, Bianca Garbelini. Apesar de ainda não conhecer os planos específicos para o Rio Grande do Sul, ela acredita que o maior impacto se dará em cidades do interior (🔒). Em todo o país, o Banco do Brasil deverá desativar 361 unidades, sendo 112 agências, além de transformar 243 agências em postos de atendimento.

Ford encerra fábricas no Brasil – A Ford informou ontem que vai fechar as três fábricas em operação no Brasil: em Taubaté (SP), em Horizonte (CE) e em Camaçari (BA). A última delas foi aberta após a montadora romper o contrato que havia sido firmado em 1998 com o Rio Grande do Sul, à época governado por Antônio Britto (PMDB). No ano seguinte, Olívio Dutra (PT) assumiu o Piratini e, antes que fosse paga a segunda parcela do financiamento pelo Banrisul, foi exigida uma prestação de contas, conforme o contrato. Mas a empresa alegou que o atraso na liberação do dinheiro configurava quebra de contrato e abandonou o canteiro de obras em Guaíba rumo a Camaçari. Em 2016, após acordo homologado pelo Superior Tribunal de Justiça, o governo do RS recebeu 216 milhões de reais de indenização da Ford. No ano passado, um estudo publicado pela Secretaria de Estado da Fazenda do RS afirma que o caso Ford se explica menos por questões ideológicas e mais pela situação financeira do Estado, “já deterioradas” quando Olívio assumiu. A colunista Rosane de Oliveira, de GZH, lembrou que o petista foi atacado pelos adversários por “ter mandado a Ford embora” (🔒) e, na época, disse: “Essa empresa quer incentivos fiscais que as nossas não têm. O dia que achar que o Brasil não serve mais, vai embora e não dá nem tchau”. A fábrica na Bahia, aliás, fechará as portas sem nunca ter pago um centavo de imposto, conforme mostrou o jornalista Marcelo Soares no Twitter.

Outros links:


Como o Twitter arranjou um jeito de me punir pela invasão do Capitólio

O Twitter levou alguns anos para remover a conta de Donald Trump mesmo com todos os posts em que disseminava informações falsas. Foi só agora, após o presidente incitar o ódio antes da invasão ao Capitólio, que a plataforma agiu. Já com o jornalista Luiz Antônio Araujo, colaborador do Grupo Matinal, o Twitter foi bem ágil e bloqueou sua conta poucos minutos depois de um tweet no fatídico dia 6 de janeiro.

“Eu, Luiz Antônio Araujo, brasileiro, casado, jornalista, sou até o momento o único punido pela invasão do Capitólio. No dia 6 de janeiro, assistia pela CNN às cenas bizarras incitadas pelo presidente Donald Trump quando topei com uma imagem da mesa da presidente da Câmara de Representante, Nancy Pelosi. Sobre o tampo, um manifestante deixara um bilhete em letras maiúsculas numa caligrafia de colegial: ‘Nós não vamos recuar’ (‘We will not back down’).” 

Para entender essa história, leia a crônica completa.


Cultura

O “Berço” individual e coletivo de João Pedro Cé

João Pedro Cé. Foto: Josemar Afrovulto

“Tivemos que reorganizar as possibilidades de conexão com as amizades, amores e família, a intimidade não cessou com o distanciamento. Na verdade, ela foi intensificada neste período. Nesse processo de trocar ideias, lidar com a saudade e estabelecer conexões, muitas reflexões interessantes surgiram”, conta o músico João Pedro Cé, guitarrista da banda Trabalhos Espaciais Manuais, que lançou recentemente seu primeiro trabalho solo, o EP BerçoLeia a entrevista do instrumentista ao repórter Ricardo Romanoff.

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Você viu?

Muitas vezes usados como meios de comunicação entre criminosos, celulares apreendidos no Presídio Estadual de São Borja agora serão destinados para algo nobre. Doze aparelhos encontrados na casa prisional da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul foram doados a alunos da rede estadual de educação. Eles passaram por restauração e ajudarão os estudantes em aulas virtuais durante a pandemia do coronavírus. A iniciativa faz parte de um projeto elaborado pelo Ministério Público. A entrega dos telefones foi feita na última sexta-feira graças ao “Projeto Alquimia II”, que acontece desde 2020. Os alunos que receberam os celulares foram previamente selecionados com base no aproveitamento das atividades escolares, desempenho e necessidade. O governo do Estado colaborou com chips de operadoras, com pacotes de dados móveis de internet.

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