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Por que o “kit-Covid” faz sucesso mesmo sem base científica

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Por que o “kit-Covid” faz sucesso mesmo sem base científica
Mesmo cientes dos alertas que vêm da ciência, diversas prefeituras gaúchas estão aderindo a um movimento pelo tratamento precoce da Covid-19. A proposta é tratar os pacientes no início dos sintomas com um coquetel de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença, entre eles a cloroquina, propagandeada pelo presidente Jair Bolsonaro desde março. O debate foi reacendido com o movimento recente, que pressiona gestores a aderirem ao chamado “kit-Covid”. Ao lado da repórter Naira Hofmeister, o também jornalista Felipe Franke, titular da seção Microscópio, assina uma reportagem especial que publicamos hoje e aprofunda o debate em torno do assunto para esclarecer o que está em jogo, desde a pressão política até a fragilidade dos estudos apontados como favoráveis aos medicamentos – passando ainda pela genuína vontade de quem quer achar a cura para a Covid-19.  A reportagem mergulhou nos estudos publicados até o momento e, com a ajuda de médicos, alerta para os perigos do “kit-Covid”, que vão desde os riscos da automedicação até o desprezo por medidas realmente eficazes contra a pandemia, como isolamento social e uso de máscaras – justamente no pior momento da pandemia no Estado. Leia a reportagem completa O que mais você precisa saber Distanciamento social em baixa em todo o RS – Se no início da pandemia os gaúchos gabavam-se por manterem bons índices de isolamento social frente a outras regiões do País, hoje, no momento mais crítico da pandemia no Estado, o RS é o 10º no ranking nacional. A taxa por aqui ficou em 41,4% entre 19 e 25 de julho, abaixo dos 50% recomendados pela Organização Mundial da Saúde e também meta do governo gaúcho. Enquanto isso, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) registrou ontem um novo recorde: 68 novas mortes pela Covid-19, totalizando 1.680 vidas perdidas para a doença. O cenário grave foi citado pelo presidente da Famurs, Maneco Hassen (PT) ao comentar a avaliação da proposta do Piratini que dá mais autonomia aos municípios na gestão do distanciamento controlado. “A ideia é dialogar bastante, os números estão cada vez piores. A gente tem que ter uma decisão com muita responsabilidade”, afirmou ao G1. Entre as sugestões de mudança, deve estar a alteração na chamada Regra 0-0, que prevê que municípios de regiões com bandeira vermelha que não tenham registrado mortes e internações pela doença possam utilizar as regras e protocolos da bandeira mais branda, laranja. Hassen justifica com casos de pacientes que morrem em um município onde está registrado seu cartão SUS, mas que vivem em outra cidade. A análise da proposta deve ser concluída até o fim desta semana.Retomada em Porto Alegre – Ainda convicta de que o lockdown é uma necessidade, a Prefeitura planeja dar uma previsão de quando as atividades poderão retornar na Capital, informa o colunista Paulo Germano, de GaúchaZH. Secretários, vereadores e o prefeito Nelson Marchezan entendem que a sociedade está exausta, o que vem comprometendo o cumprimento das restrições. A perspectiva de retomada daria um alívio especialmente a quem acumula perdas econômicas.RS perde empregos – O Rio Grande do Sul foi o terceiro […]

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