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Porto Alegre quer imunizar 156 mil na 1ª etapa da vacinação

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Porto Alegre quer imunizar 156 mil na 1ª etapa da vacinação Foto: Ansa

O que você precisa saber hoje

Vacinação contra a Covid-19 pode começar semana que vem – A notícia mais esperada há meses se confirmou ontem: temos uma vacina com eficácia comprovada contra a Covid-19! E já sendo produzida em escala industrial no Brasil, pelo Instituto Butantan. A bola agora está com a Anvisa, que ficou de confirmar a autorização para a sua aplicação – assim como a produzida pela Fiocruz – no domingo. Ainda faltam alguns documentos, segundo a Anvisa. Porém, caso aprovadas, e se a projeção do ministro Eduardo Pazuello de iniciar a imunização quatro dias após o aval da agência se confirmar, a vacinação contra o coronavírus tem chances reais de iniciar no Brasil na semana que vem. Em Porto Alegre, a meta da Prefeitura é imunizar 156 mil pessoas na primeira etapa da campanha, incluindo servidores da saúde, idosos, pessoas com comorbidades e indígenas. Conforme o secretário da Saúde, Mauro Sparta, dependendo da quantidade de doses, professores podem ser incluídos no grupo – uma demanda dos profissionais da educação, que fizeram um protesto ontem.

Coronavac pode desafogar sistema de saúde – Na avaliação de especialistas, a Coronavac, com seus 50,38% de eficácia geral, tem potencial para ajudar a controlar a pandemia no Brasil, justamente por reduzir a pressão no sistema de saúde com a queda nos casos graves: “Isso é o que tem impactado nossa rede de saúde, com as pessoas precisando se hospitalizar, para além do absurdo de 200 mil mortes no Brasil. Se tivermos impacto importante em doença moderada e grave, já é um resultado bom”, avaliou o  presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha. “Neste momento, no qual queremos combater rapidamente a pandemia, essa vacina é maravilhosa”, frisou o professor de Infectologia da UFRGS e médico do Clínicas, Luciano Goldani. Neste post no Facebook, a reitora Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Lúcia Pellanda também comemorou a notícia e alertou o erro da informação que circula de que o risco de pegar a doença é de 50%. O coordenador dos testes em Porto Alegre e membro da Sociedade Riograndense de Infectologia Fabiano Ramos projetou, dependendo da capacidade de vacinação, que os efeitos da imunização nos hospitais podem começar a ser sentidos em dois meses após as doses começarem a ser aplicadas. Enquanto a vacina não chega, o RS voltou a reportar mais de 100 óbitos em 24 horas. O coronavírus está relacionado a 9.619 mortes no Estado desde março passado. 

PSOL entra com ação judicial contra o Melo por “kit Covid” – Vereadores e deputadas do PSOL entraram com uma ação judicial contra o prefeito Sebastião Melo (MDB) por causa da aquisição do “kit Covid”, um conjunto de remédios que incluem hidroxicloroquina, ivermectina e outros sem comprovação de eficácia contra a Covid-19. Para o vereador Roberto Robaina, a aquisição em larga escala dessa medicação é uma forma de afirmação de ideias negacionistas, como as que negam a existência do coronavírus e a eficácia das vacinas. O objetivo dos parlamentares é alertar a população contra a desinformação, afirmou em entrevista à Rádio Guaíba. Já o secretário da Saúde, Mauro Sparta, voltou a explicar que os medicamentos apenas estarão disponíveis com o aval do médico, o que, segundo Robaina, é “o mínimo” a se fazer, já que, em suas palavras, distribuir remédio sem aval médico seria uma “ação criminosa”. O vereador também criticou o posicionamento do Ministério da Saúde em relação ao uso destes remédios. Vale destacar que a pasta desistiu de recomendar um vermífugo que chegou a ser celebrado como capaz de “salvar vidas” contra a Covid. O governo investiu 5 milhões de reais na pesquisa.

Oposição vai à Justiça por comissões na Câmara – O bloco de oposição na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, que conta com 10 parlamentares de PSOL, PT e PCdoB, entrará com uma ação judicial para pedir que o critério da proporcionalidade seja levado em conta na composição dos cargos da mesa diretora e na presidência das seis comissões permanentes da Casa, que atualmente estão nas mãos apenas de governistas. Conforme Roberto Robaina, o objetivo é tentar assumir a presidência de duas comissões: Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor) e da de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece). A ação será protocolada em 20 de janeiro, quando termina o recesso do Tribunal de Justiça.

Leite exalta redução da dívida do caixa único – O governador Eduardo Leite (PSDB) destacou nas redes sociais que a dívida do caixa único foi reduzida em quase 1,8 bilhão de reais em 2020 O fato, segundo ele, contribuiu para a regularização da folha salarial dos servidores, à exceção do 13º salário de 2020, e dos pagamentos de fornecedores. “Nas últimas duas décadas, essa dívida permanentemente cresceu nos diferentes períodos de governo, mas conseguimos reverter o cenário. Foi um trabalho de todos os servidores da Fazenda, liderado pelo secretário Marco Aurélio Cardoso, para reduzir esse que é um dos maiores passivos do Estado, nos permitindo reverter uma tendência de décadas de acúmulo de dívidas do Tesouro”, exaltou Leite (🔒). Criado em 1991, o caixa único reúne, atualmente, 418 contas correntes, incluindo as de Poderes e órgãos autônomos.

Projeto propõe trocar trecho racista do hino do RS – A discussão a respeito do hino do Rio Grande do Sul ganhou mais um elemento. O deputado estadual Luiz Fernando Mainardi (PT) afirmou ontem que irá protocolar no começo de fevereiro um projeto para alterar o trecho racista. A nova versão modificaria o verso “povo que não tem virtude acaba por ser escravo” para “povo que não tem virtude acaba por escravizar”. O debate em torno da canção recomeçou no dia da posse dos vereadores na Câmara da Capital. A bancada negra decidiu não se levantar para cantar o hino, o que causou incômodo em alguns colegas na ocasião. A vereadora Comandante Nádia (DEM) chegou a afirmar em um artigo que o hino não possui conotação racista. Partilhando do mesmo pensamento, a vereadora Mônica Leal (PP) protocolou um projeto que pretende incluir entre os deveres dos integrantes da Casa “postar-se de pé e em posição de respeito durante a execução do hino Nacional e do Hino do Estado do Rio Grande do Sul”. Para o vereador Matheus Gomes (PSOL), um dos integrantes da bancada negra, jamais houve a intenção de criar atrito com os colegas ao não cantar o hino. Gomes disse que não entoar a canção e permanecer sentado foram ações naturais durante a execução da música.

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Cultura

“Bridgerton” e o universo alternativo da Netflix

Foto: Netflix/Divulgação

A popularíssima série de livros sobre a ficcional família Bridgerton virou a nova série de época da Netflix, bem na hora de todos termos que lidar com esse esquisito Natal e final de ano de 2020. Bridgerton é uma dessas séries de época em um universo alternativo, algo como a Marie Antoinette da Sofia Coppola. É, mas não sendo. A época seria no início do longo século 19, que começa na Revolução Francesa e termina em 1914, com a implosão do mundo vitoriano, e o universo retratado na série é uma Inglaterra em que as pessoas se vestem como se estivessem lá mesmo, mas agem como se fossem de um outro planeta. Leia a resenha completa do escritor Marcelo Carneiro da Cunha.

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Secretaria de Estado da Cultura e a Fundação Marcopololançaram o Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas, que destinará R$ 20 milhões a projetos culturais, com recursos da Lei Aldir Blanc.

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Você viu?

Em tempos de pandemia, todo cuidado para evitar a contaminação pela Covid-19 é pouco. O que facilita o combate contra o coronavírus é a informação. Pensando nisso, e com a intenção de evitar a proliferação de mensagens falsas a respeito da doença nas redes sociais, integrantes do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo gravaram áudios e vídeos para disseminar conteúdo confiável para informar a população. A União Pró-Vacina, que tem o apoio de outras sete entidades, elaborou materiais que podem ser repassados a amigos e familiares. São até o momento 12 vídeos e 16 áudios baixáveis. As mídias tratam da importância da campanha de vacinação, além de explicar as principais dúvidas a respeito das vacinas. A iniciativa foi concebida a partir da avaliação dos conteúdos recebidos por WhatsApp pelos integrantes do projeto. O grupo entende que as fake news em torno do novo coronavírus viralizam muito mais do que vídeos que contenham informações corretas.

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