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Prefeitura atrasa envio de dados de beneficiários de auxílio federal

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Prefeitura atrasa envio de dados de beneficiários de auxílio federal Foto: Júlio Ferreira / PMPA

Apesar de já estar liberado, o Auxílio Reconstrução, do governo federal, ainda não havia sido enviado aos porto-alegrenses até ontem. A prefeitura da capital diz que trabalha na normatização dos dados para encaminhá-los. Vale lembrar que a Secretaria de Desenvolvimento Social, responsável pela tarefa, era comandada por Léo Voigt, que pediu exoneração nos primeiros dias da atual crise. A expectativa da pasta é concluir uma primeira relação com 20 mil ainda hoje. O montante é inferior aos 42 mil beneficiários de Canoas, que já tiveram o pagamento de 5,1 mil reais aprovado. Primeira etapa para obter o valor, o cadastro da prefeitura pode ser efetuado por esse link. Na sequência, os dados são checados pelo governo federal, que deposita o dinheiro via Caixa Econômica Federal em até 48 horas.

Alagados há quase um mês, moradores da zona norte da capital protestam

Moradores dos bairros Anchieta, Humaitá e Vila Farrapos bloquearam trechos da Freeway e da BR-116 na manhã de ontem, em protesto contra a demora do escoamento das inundações. No final da tarde, moradores do Sarandi bloquearam vias. Em diversos pontos da zona norte da capital, o nível da água se mantém acima de 1 metro, tornando o trânsito viável somente usando embarcações e veículos do Exército. A instalação de uma bomba flutuante junto à estação de bombeamento 5 (Ebap 5) foi iniciada ontem para tentar remediar a situação, que já se estende há 25 dias. O Dmae ainda não tem previsão de quando as casas de bombas da região voltarão a operar. Nas proximidades do Aeroporto Salgado Filho, o Dmae instalou cinco bombas com tratores para ajudar no escoamento. Reportagem do Sul21 mostra o clamor do bairro Humaitá por ações do poder público.

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Votação de admissibilidade de pedido de impeachment contra Melo fica para amanhã

Na retomada das sessões presenciais, a Câmara acabou adiando para quarta-feira a análise do pedido de impeachment do prefeito Sebastião Melo (MDB). Prevista inicialmente para ontem, a votação que definirá se os vereadores irão ou não acolher a solicitação de impedimento de Melo não foi realizada porque o texto ainda não havia sido enviado ao plenário pela procuradoria da casa. Conforme a Matinal apurou, a proposta deve ser arquivada, mas sua tramitação vai servir para que parlamentares manifestem seu descontentamento com a gestão municipal.


Mesmo com alertas, escolas estaduais e privadas são liberadas

A prefeitura voltou atrás e autorizou o retorno das aulas da rede privada de ensino após reunião com o Sindicato do Ensino Privado, na manhã de ontem. O prefeito Sebastião Melo atualizou decreto emitido na véspera, que vedava as aulas na segunda e na terça – com o novo texto, as particulares poderiam reabrir já na tarde de ontem. À Matinal, a diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro), Cecília Maria Martins Farias, afirmou que as mudanças repentinas causam instabilidade para a comunidade escolar. “Fomos surpreendidos pelo decreto, principalmente por ser por dois dias, até porque não estava previsto tanta chuva”. Ela ressaltou que muitos professores da rede privada foram afetados pelas enchentes, mas a maioria das escolas teria condições de retomar as aulas. Segundo o Sinpro, estão sendo organizados projetos de auxílio aos profissionais que tiveram suas casas afetadas. O governo do estado também liberou as atividades das escolas da rede para hoje. Em Porto Alegre, a retomada das aulas ocorre sob alertas tanto do Inmet quanto da Defesa Civil Municipal com relação a ventos fortes. As aulas na rede municipal permaneceram suspensas, com abertura restrita a acolhimento.

Veja a íntegra da Matinal News desta terça-feira, 28 de maio.

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