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Quase metade das cidades do RS já podem flexibilizar comprovante vacinal

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Quase metade das cidades do RS já podem flexibilizar comprovante vacinal

Com mais de 90% da população adulta com esquema vacinal completo contra o coronavírus, 236 cidades gaúchas estão desobrigadas a adotar o comprovante vacinal, cuja exigência que passa a ser apenas uma recomendação por parte do Estado a cidades que já alcançaram este índice. Desde ontem, o dado passou a estar disponível para consulta no painel da vacinação covid-19 da Secretaria Estadual da Saúde, na aba “Municípios”. Segundo a secretária da Saúde, Arita Bergmann, nos municípios onde já foi ultrapassado esse índice, as pessoas estão mais protegidas e é possível fazer essa flexibilização. Não é o caso de Porto Alegre, que conta com 83,7% da população acima de 18 anos totalmente vacinada. A propósito das novas flexibilizações que devem passar a valer amanhã no Estado, especialistas falam em cautela justamente porque nem todas as regiões apresentam os mesmos índices de vacinação e de internações.

Investimentos em educação caem no governo Leite – Reportagem do Sul21 com base em dados do Portal da Transparência identificou que o governo de Eduardo Leite (PSDB) investiu percentuais inferiores aos seus antecessores José Ivo Sartori (MDB) e Tarso Genro (PT) na educação nos três primeiros anos de gestão. Os indicadores ainda apontam que, a partir do governo Sartori, os gastos em educação não acompanharam o crescimento das despesas totais do Estado, com exceção de dois anos – 2015, em razão do aumento aos professores aprovado em novembro de 2014; e 2020 quando, em razão da pandemia, os gastos totais do Estado despencaram de 73,5 bilhões de reais, em 2019, para 63,6 bilhões. Em outubro, o governo Leite anunciou o programa Avançar na Educação, que promete investimentos de cerca de 1,2 bilhão de reais em infraestrutura visando a recuperação da área no pós-pandemia. Os recursos, segundo o Piratini, serão alocados em formação, contratação de 4 mil profissionais, aquisição de material didático, entre outros.

STF suspende lei de Rondônia que proibia linguagem neutra – Menos de dez dias depois que a direção do Colégio Farroupilha cancelou apresentações de teatro que usam a linguagem neutra, uma decisão do ministro do STF Luís Edson Fachin suspendeu uma lei estadual de Rondônia que proibia o uso desta forma de linguagem em instituições de ensino. A decisão liminar será submetida ao plenário da Corte. Para Fachin, a legislação de Rondônia atenta contra as normas editadas pela União, que tem a competência de legislar sobre diretrizes e bases da educação. O ministro ainda lembrou que o STF já decidiu que o direito à igualdade sem discriminações abrange a identidade e a expressão de gênero. “Proibir que a pessoa possa se expressar livremente atinge sua dignidade e, portanto, deve ser coibida pelo Estado”, destacou. No início do ano, especialistas da USP disseram nesta matéria entender a linguagem neutra também como uma forma de evolução da língua portuguesa: “Há discursos conservadores que acham que as coisas são fixas, mas não é assim e nunca foi”, opinou à época a professora Heloisa Buarque de Almeida, pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre os Marcadores Sociais da Diferença.

Outros links:


Um ano do caso Beto Freitas: funcionários de supermercados queixam-se de ineficácia ou inexistência de ações afirmativas

Um ano depois do assassinato de João Alberto Freitas, homem negro espancado até a morte em um Carrefour de Porto Alegre, a empresa reafirma seu compromisso com as novas políticas de afirmação e de valorização do povo negro. Mas por trás do discurso, ainda há funcionários insatisfeitos com as propostas. Em outras redes da cidade, trabalhadores afirmam desconhecer quaisquer ações com o objetivo de evitar que um caso semelhante ao de Beto aconteça novamente.

Funcionário do Carrefour, C., que é negro, disse à reportagem que é preciso mais respeito com os trabalhadores negros. “Melhorou um pouco, mas ainda não é o suficiente. O que existe de fato é apenas uma placa no interior da loja pedindo ‘respeito’, mas isso é da boca para fora. Nós não temos lideranças negras na empresa, por exemplo. Não há em quem se espelhar”, afirmou. 

Outra funcionária negra do Carrefour do Passo D’Areia, G. relatou que foi vítima de injúria racial feita por um cliente, mas decidiu não prestar queixa com medo das consequências. A agressividade de clientes na loja teria aumentado, segundo I., outra trabalhadora do hipermercado. “A gente até é pega de surpresa. Não podemos fazer nada para não bater de frente, mas as pessoas não entendem que não temos nada que ver com o que aconteceu”, disse em referência à morte de Beto Freitas.

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Vacina, sim!

Porto Alegre mantém 44 locais para vacinação contra a covid-19 hoje. A novidade é a estreia da ação Parada da Vacina, que nesta sexta vai ocorrer na Goethe, entre 21h e 0h. 


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Livraria Bamboletras

Hífen, de Patrícia Portela
(Dublinense, 256 páginas, 59,90 reais)

Uma obra-prima, não deixamos por menos. Hífen é um romance muito conectado com o que vivemos agora. É sobre uma epidemia, sobre maternidade, sobre deportados, sobre tecnologia. É também uma distopia, mas não é aquela distopia que desconsidera aspectos psicológicos e humanos para se apoiar apenas em tecnologia, autoridade e opressão. Não, é uma distopia a ser espreitada aos poucos, através dos depoimentos pessoais de suas narradoras e, mesmo que uma delas seja uma androide, tudo está encharcado em humanidade. Acontece que as crianças da Flândia, naquela idade em que recém foram alfabetizadas, entre os 8 e os 12 anos, começam súbita e estranhamente a dormir. Todas elas caem numa espécie de coma, como o descrito nesta notícia real, só que as de Flândia… A princípio, o formato fragmentário esconde a seriedade do romance. São reflexões sobre o mundo e divagações aparentemente casuais mas que acabam por revelar uma, duas ou três histórias trágicas. A certa altura, a androide Maria do Carmo escreve que “… uma história linear é apenas um tabefe muito eficaz num mar de possibilidades que cada segundo de uma vida orgânica pode oferecer”.

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Cultura

Kino Beat explora poéticas das relações entre humanos e outros seres

Foto: Tuane Eggers

Em sua sétima edição, o Festival Kino Beat realiza mais de 30 atividades até 30 de novembro com o tema “Histórias de Outros Reinos”. O projeto parte de um conto da norte-americana Ursula K. Le Guin (1929 – 2018), no qual a escritora descreve uma ciência dedicada às linguagens e poéticas dos animais: a therolinguística. Para explorar o conceito, o festival promove o Congresso Therolinguista: A(na)rqueologias da Terra, que iniciou ontem e segue até 25 de novembro. O repórter Ricardo Romanoff conta mais detalhes sobre alguns dos estudos apresentados no encontro, que abordam as relações entre humanos e outros seres. Leia a matéria.

Agenda (🔒)

Sexta (19/11)
Às 21h, o Theatro São Pedro apresenta show da jazzista Marguerite Santos em homenagem ao poeta Oliveira Silveira e à cantora Zilah Machado.

Sábado (20/11)
Das 14h às 16h30, acontece a 1ª edição da Feira do Livro Afro Porto Alegrense, no Largo Zumbi de Palmares, realizada pelo Coletivo de Escritores Negros de Porto Alegre.

Domingo (21/11)
O Vila Flores promove o eventoO Poder das Mulheres Negras É Transformador, das 14h às 21h.

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CONTEÚDO DE PARCEIRO
Virada Sustentável 2021

Virada Sustentável encerra programação neste fim de semana: “Desafio é transformar reflexões em atitudes”

Orquestra Villa-Lobos vai se apresentar no último fim de semana da Virada Sustentável (Foto: Divulgação)

No último fim de semana de programação da Virada Sustentável em Porto Alegre, a organização do evento repassa as mais de 70 atrações – de exposições a concertos, passando por palestras, oficinas e debates – e projeta o legado que o evento pode deixar para a cidade. Inspirado nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável listados pela ONU como metas para o mundo até 2030, o evento tenta trazer essa pauta para o ambiente cultural.

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Você viu?

Nascer prematura, superar um quadro grave de covid e depois uma bronquiolite viral. Foi difícil, custou semanas sem ver os próprios pais, mas a pequena Hellena da Silva Smaniotto conseguiu superar todos esses obstáculos com somente 11 meses de vida e, nesta quinta-feira, ela enfim teve alta do Hospital Conceição para ir dormir pela primeira vez em sua casa, em Rolante. Uma vitória conquistada justo em novembro, mês de conscientização das causas e consequências da prematuridade. Nesta matéria, GZH aborda o tema para aprofundar o conhecimento sobre esta condição, que é comum no Brasil.

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