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RS registra pelo menos 145 mortes devido às enchentes

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RS registra pelo menos 145 mortes devido às enchentes Moradores do São Gonçalo, em Pelotas, são resgatados | Foto: Michel Corvello/Prefeitura de Pelotas

Dados da Defesa Civil do RS atualizados às 20h40 de domingo informam 145 óbitos, 132 desaparecidos, 538.743 pessoas desalojadas e 81.200 em abrigos. Foram resgatados 76.399 pessoas e 10.555 animais. Os municípios afetados no estado totalizam 447.

Defesa Civil prevê mais de 1,7 mil desabrigados no sul do RS – A elevação do nível das águas na região sul do estado ainda preocupa em cidades como Pelotas, Rio Grande e São Lourenço do Sul. Na noite de ontem, o canal de São Gonçalo – que liga a Lagoa Mirim à Lagos dos Patos, em Pelotas – atingiu o nível de 2,88m, alcançando o marco histórico da enchente de 1941. A prefeita da cidade, Paula Mascarenhas (PSDB), estima que as águas alcancem 3,30m até quarta-feira. O cenário se agrava, segundo estudos da Universidade Federal de Pelotas, com a previsão de ventos que devem afetar a evasão de água do canal. Em Rio Grande, não só a Lagoa dos Patos como também as águas da enseada Saco da Mangueira invadem ruas e residências. Em toda a metade sul, o número de desabrigados deve ultrapassar 1,7 mil pessoas.

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Prefeito de Canoas pede que moradores evacuem 7 bairros – A prefeitura de Canoas emitiu alerta na tarde de ontem pedindo que os moradores dos bairros Rio Branco, Fátima, Mato Grande, Harmonia, Mathias Velho, São Luís e Niterói evacuem as casas imediatamente. Em vídeo, o prefeito Jairo Jorge (PSD) afirmou que as áreas devem voltar a alagar em razão do grande volume de chuva nas regiões dos rios Taquari, Sinos, Caí, Jacuí e Gravataí.

Estudo 2018 da Metroplan apontava alternativas para deter enchentes na região metropolitana – Municípios vizinhos da capital já conheciam medidas preventivas para cheias e as consequências de não tomá-las, segundo reportagem do Sul21. A Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) apresentou, em 2018, o Plano de Proteção Contra Cheias às gestões das prefeituras da época. O estudo projeta cenários e propõe alternativas, como a remoção de pessoas das regiões inundáveis e a construção de diques de proteção. Secretária de Mobilidade Urbana da prefeitura de Canoas de 2021 a 2023, a arquiteta Letícia Xavier Corrêa diz que uma pauta frequente nas reuniões sobre o plano diretor da cidade era a “famosa ‘mancha de inundação’ da Metroplan. Quem trabalha com planejamento urbano na região metropolitana de Porto Alegre já ouviu falar muito sobre esse tema”, relata.

Veja a íntegra da Matinal News de segunda-feira, 13 de maio.

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