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Prefeitos poderão decidir sobre restrições do distanciamento controlado

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Prefeitos poderão decidir sobre restrições do distanciamento controlado
Municípios devem ganhar autonomia nas regras do distanciamento controlado Começando hoje a sua 11ª semana, o plano de distanciamento controlado do Governo do Estado irá, mais uma vez, sofrer alterações em suas regras. Nesta terça o governador Eduardo Leite (PSDB) se reúne com associações regionais de municípios e o presidente da Famurs, Maneco Hassen, para discutir um modelo no qual os prefeitos terão mais autonomia ( ) para decidir sobre restrições em suas cidades. “Vamos propor um sistema de co-gestão”, explicou ele, em sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, ontem à noite. Leite argumentou que a alteração visa aprimorar o plano: “Entendemos que precisa dar um passo. O modelo é flexível para ser resistente. Se não for, ele não resiste”, argumentou ele, que projeta mais engajamento no cumprimento das medidas. “Precisamos da colaboração dos prefeitos na fiscalização.”A mudança, entretanto, não deve significar o fim do sistema de bandeiras. “O Estado emite as bandeiras e oferece os protocolos”, sinalizou o governador, em um momento em que há contestações e mesmo judicializações das decisões do Piratini, em meio a pressões locais nos municípios. A cada semana, após a liberação do mapa prévio, às sextas-feiras, dezenas de contestações chegam ao Piratini.  Regiões na bandeira vermelha – Aliás, divulgada ontem, a revisão do mapa da 11ª fase do modelo de distanciamento controlado confirmou oito regiões na bandeira vermelha – no mapa preliminar eram 18. Após a análise, o Governo manteve Santa Maria, Uruguaiana, Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Erechim, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado na bandeira vermelha, mantendo Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Palmeira das Missões, Taquara, Passo Fundo e Caxias do Sul como zonas consideradas de alto risco de contágio do coronavírus.  O que mais você precisa saber Leite no Roda Viva – Ontem, em sua participação no Roda Viva, Eduardo Leite, entre outros assuntos, fez elogios à política econômica do ministro Paulo Guedes, mas criticou atitudes e pautas do presidente Jair Bolsonaro, tanto contra governadores como com relação ao enfrentamento da pandemia. Bolsonaro, na opinião de Leite, estimula a divisão do país. Ainda assim, além de não defender um processo de impeachment contra o presidente, contou que não se arrepende ter votado no então candidato do PSL. O tucano adotou um tom conciliatório em temas polêmicos, mas atacou o PT: “Naquela situação (2018), acho que seja muito ruim naquele momento o retorno do PT, depois de tudo que tinha acontecido”, afirmou. Quando questionado sobre o histórico de endividamento do RS, ressaltou as reformas da Previdência e a Tributária, em andamento no Executivo. Com parcelas suspensas há três anos, a dívida Estado segue crescendo e bateu recorde no ano passado.Marchezan volta a defender lockdown – O prefeito Nelson Marchezan (PSDB) afirmou que a flexibilização das atividades não é uma opção. Em entrevista à Rádio Gaúcha, ele voltou a reconhecer que as pessoas estão cansadas do isolamento e que a situação econômica vai mal, mas disse que a prefeitura não vai “aceitar mortes sem atendimento”. Ontem à noite, a taxa de ocupação dos leitos de UTI na Capital estava em 90,4%. Marchezan defendeu o lockdown como medida recomendada […]

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