Reportagem

Porto Alegre deve contar com mais bicicletas de aluguel em 2022

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Porto Alegre deve contar com mais bicicletas de aluguel em 2022 Porto Alegre tem hoje 41 estações de bicicletas de aluguel | Foto: Tiago Medina

Apenas uma empresa mantém a operação atual na cidade, com 41 estações

No ano em que completará uma década em atividade em Porto Alegre, o sistema de bicicletas compartilhadas deverá ter uma expansão importante. Ainda nesta semana, a Prefeitura abrirá as propostas de novas empresas interessadas em explorar o serviço na cidade, que hoje é operado exclusivamente pela Tem Bici, com o Bike Poa. A expectativa é de que o número de estações e locais atendidos cresça a partir do ingresso das novas operações.

Lançado no fim do ano passado, o edital para o serviço terá a primeira chamada no fim da tarde desta quarta-feira. Até o fim de dezembro, a expectativa da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) era de que pelo menos mais duas empresas, além da Tem Bici, participassem do certame. Cada empresa interessada em disponibilizar o serviço terá de instalar no mínimo dez estações. 

De acordo com a SMMU, a candidata poderá optar por uma região da cidade na qual quer implementar o serviço. Caso duas empresas escolham a mesma área, um sorteio será realizado. Atualmente, Porto Alegre conta com 410 bicicletas compartilhadas, distribuídas em 41 estações – localizadas numa faixa que vai do Moinhos de Vento ao BarraShopping, mas concentradas principalmente entre o Menino Deus e o Centro Histórico.

Dentre as cidades atendidas pela Tem Bici, a capital gaúcha é a que conta com menos estações. Não é, porém, a com menor número de bikes de aluguel, pois tem 10 a mais que Salvador, a última neste quesito. Com moldes semelhantes – variando o preço – o serviço é oferecido em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Pernambuco (Recife e Olinda), além de Santiago, no Chile.

Demanda crescente

Os locais das estações são definidos por estudos de demanda, segundo explicou ao Matinal a Tem Bici, por meio de nota. A empresa afirma que vê espaço para novas estações e que está “em fase de alinhamento com a Prefeitura sobre o tema”. O interesse foi confirmado em dezembro pelo titular da SMMU, Luiz Fernando Záchia, que deixou o cargo no Município nesta virada do ano.

A ideia, segundo a Tem Bici, é crescer na área da Avenida Ipiranga e da orla do Guaíba, que desde a inauguração do trecho 3, voltado à prática de esportes, teve um acréscimo considerável de movimentação.

Com a retomada do trabalho presencial ainda durante a pandemia, a Tem Bici notou um incremento de usuários. “Percebemos uma aderência cada vez maior dos porto-alegrenses ao sistema. Em novembro tivemos recorde histórico de viagens. Neste ano (2021) houve um crescimento de 56% em relação a 2020 em viagens e 64% novos usuários”, diz a empresa, que também salienta o ganho ambiental das pedaladas: “A economia de CO2 com a utilização de bikes também cresceu em 72%, ou seja, este ano 310 toneladas de CO2 (que deixaram de ser emitidas), sendo que para cada tonelada é necessário o plantio de aproximadamente sete árvores”.

Hoje, o custo mínimo para usar o serviço é de R$ 15 e há três formas de planos. Cada viagem dá direito a 60 minutos de pedalada. A bicicleta pode ser retirada em uma estação e devolvida em outra. O edital da Prefeitura não determina um preço a ser cobrado pelas empresas interessadas. 

Porto Alegre ainda está distante da meta do Plano Diretor Cicloviário | Foto: Alex Rocha / PMPA

Plano Cicloviário é aplicado em ritmo lento

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Porto Alegre encerrou 2021 com 65,95 quilômetros de infraestrutura cicloviária. Ao longo do ano passado, foram apenas 7,22 quilômetros novos implantados de ciclovias ou ciclorrotas. O montante de todo 2021 será superado já neste mês, quando a EPTC projeta entregar 10,9 quilômetros de trechos exclusivos para as bikes. No total, portanto, a Capital terá 76,9 quilômetros de espaços para as bicicletas no mês que vem.

No entanto, mesmo com o acréscimo, a cidade ainda seguirá distante dos 495 quilômetros previstos no Plano Diretor Cicloviário, aprovado em 2009.

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