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Ritmo de internações reduz, mas platô é incerto

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Ritmo de internações reduz, mas platô é incerto Internações diminuem ritmo em Porto Alegre Depois de uma forte alta ao longo das últimas semanas, diminuiu o número de novas internações em leitos de UTI em Porto Alegre. Enquanto a ocupação avançou em 16 leitos de segunda a quarta da semana passada, no mesmo período desta, foram precisos mais cinco leitos. Até a noite dessa quarta, eram 286 pessoas em tratamento intensivo lutando contra o coronavírus na Capital – além de 40 consideradas suspeitas.A aparente estabilização, no entanto, ainda não é consolidada. Médicos alertam que houve ao menos cinco outras vezes em que a lotação de UTI estabilizou antes de um crescimento em ritmo alto. Ou seja, ainda não é possível apontar um platô da crise. “Está reduzindo a velocidade de crescimento das internações nas últimas três semanas, mas ainda não em velocidade confortável. Em algum momento, a tendência é estabilizar, o problema é que ninguém sabe quando”, afirmou o Secretário-adjunto da Secretaria Municipal da Saúde, temendo que essa estabilização ocorra além dos limites da capacidade de Porto Alegre.Em nível estadual, a taxa de ocupação por pacientes com coronavírus atingiu ontem 78,3%, a mais alta em duas semanas. Ainda assim, o diretor do Departamento de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde, Eduardo Elsade, disse que não vê o sistema de saúde fora de controle ou em vias de colapso: “Acreditamos que o Rio Grande do Sul vai dar conta de atender a todos os pacientes que precisarem de atendimento durante a pandemia”.Conforme a pasta, dos 53.073 casos já confirmados da doença no Estado, 5.780 necessitaram de hospitalização. Pelos dados de ontem, 44.721 já estavam recuperados. O RS já perdeu 1.397 vidas. O que mais você precisa saber hoje Marchezan e Leite no combate à pandemia – O prefeito Nelson Marchezan Júnior e o governador Eduardo Leite (ambos do PSDB) voltaram a reforçar o apelo para a população respeitar o isolamento social. O quadro da pandemia já se agravava desde antes do vídeo em que Leite fez o apelo mais dramático aos gaúchos, em 2 de julho. Nesse meio tempo, contudo, ele flexibilizou o modelo de distanciamento controlado e liberou o retorno do Gauchão – decisões que segue defendendo. “O governo está fazendo todo o possível. Já habilitamos mais de 700 novos leitos de UTI. Se não fossem essas medidas, já teria colapsado o sistema de saúde, mas essa capacidade aumenta numa velocidade menor do que a demanda por UTI”, disse em entrevista a GaúchaZH. O cientista político Gustavo Grohmann considera que Leite e Marchezan acertam ao elevar o tom neste momento. Para ele, o que falta é apoio da sociedade. Já políticos da oposição aos tucanos criticam a condução do processo de combate à Covid-19 e afirmam que tanto o prefeito quanto o governador flexibilizaram as restrições cedo demais e agora querem repassar a responsabilidade para a população – e para as prefeituras, no caso de Leite. Prefeito de Viamão morre por Covid – O Rio Grande do Sul teve seu primeiro prefeito morto pela Covid-19, o de Viamão. Valdir Jorge Elias (MDB), conhecido como Russinho, faleceu na manhã de […]

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Internações diminuem ritmo em Porto Alegre Depois de uma forte alta ao longo das últimas semanas, diminuiu o número de novas internações em leitos de UTI em Porto Alegre. Enquanto a ocupação avançou em 16 leitos de segunda a quarta da semana passada, no mesmo período desta, foram precisos mais cinco leitos. Até a noite dessa quarta, eram 286 pessoas em tratamento intensivo lutando contra o coronavírus na Capital – além de 40 consideradas suspeitas.A aparente estabilização, no entanto, ainda não é consolidada. Médicos alertam que houve ao menos cinco outras vezes em que a lotação de UTI estabilizou antes de um crescimento em ritmo alto. Ou seja, ainda não é possível apontar um platô da crise. “Está reduzindo a velocidade de crescimento das internações nas últimas três semanas, mas ainda não em velocidade confortável. Em algum momento, a tendência é estabilizar, o problema é que ninguém sabe quando”, afirmou o Secretário-adjunto da Secretaria Municipal da Saúde, temendo que essa estabilização ocorra além dos limites da capacidade de Porto Alegre.Em nível estadual, a taxa de ocupação por pacientes com coronavírus atingiu ontem 78,3%, a mais alta em duas semanas. Ainda assim, o diretor do Departamento de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde, Eduardo Elsade, disse que não vê o sistema de saúde fora de controle ou em vias de colapso: “Acreditamos que o Rio Grande do Sul vai dar conta de atender a todos os pacientes que precisarem de atendimento durante a pandemia”.Conforme a pasta, dos 53.073 casos já confirmados da doença no Estado, 5.780 necessitaram de hospitalização. Pelos dados de ontem, 44.721 já estavam recuperados. O RS já perdeu 1.397 vidas. O que mais você precisa saber hoje Marchezan e Leite no combate à pandemia – O prefeito Nelson Marchezan Júnior e o governador Eduardo Leite (ambos do PSDB) voltaram a reforçar o apelo para a população respeitar o isolamento social. O quadro da pandemia já se agravava desde antes do vídeo em que Leite fez o apelo mais dramático aos gaúchos, em 2 de julho. Nesse meio tempo, contudo, ele flexibilizou o modelo de distanciamento controlado e liberou o retorno do Gauchão – decisões que segue defendendo. “O governo está fazendo todo o possível. Já habilitamos mais de 700 novos leitos de UTI. Se não fossem essas medidas, já teria colapsado o sistema de saúde, mas essa capacidade aumenta numa velocidade menor do que a demanda por UTI”, disse em entrevista a GaúchaZH. O cientista político Gustavo Grohmann considera que Leite e Marchezan acertam ao elevar o tom neste momento. Para ele, o que falta é apoio da sociedade. Já políticos da oposição aos tucanos criticam a condução do processo de combate à Covid-19 e afirmam que tanto o prefeito quanto o governador flexibilizaram as restrições cedo demais e agora querem repassar a responsabilidade para a população – e para as prefeituras, no caso de Leite. Prefeito de Viamão morre por Covid – O Rio Grande do Sul teve seu primeiro prefeito morto pela Covid-19, o de Viamão. Valdir Jorge Elias (MDB), conhecido como Russinho, faleceu na manhã de […]

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