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QANON

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QANON “Desde maio é possível notar a presença dos conspiracionistas QAnon em atos bolsonaristas. Saindo das franjas, agora o movimento caminha em direção ao núcleo.” (@odiloncaldeira, no Twitter, em 17 de agosto) “QAnon chegou com força no Brasil, já estão desfilando com o Q nos para-brisas dos carros e nas camisetas. Retrato disso é a perseguição ao @felipeneto e a covardia dos fanáticos contra a menina extremamente violentada. Se nada for feito, em breve a constituição será a bíblia.” (@Bruno_B_C, no Twitter, em 17 de agosto) “Parabéns pra quem é otimista e tem esperança no futuro. Eu acho que rede social não tem jeito e tô só esperando o fatídico momento em que meu cérebro também vai derreter e eu vou virar seguidora do qanon.” (@maialmrn, no Twitter, em 17 de agosto) O que é:  QAnon (pronuncia-se “quiu-anon”) é uma teoria da conspiração da extrema-direita que detalha um suposto plano secreto contra o presidente americano Donald Trump e seus apoiadores. Políticos, estrelas de Hollywood e empresários são acusados de bancarem uma complexa – e abilolada – trama secreta que envolve pedofilia e tráfico internacional de crianças. A teoria da conspiração teria começado no fórum 4chan, em outubro de 2017, com um post assinado por uma pessoa (ou grupo de pessoas) usando o nome Q, um anônimo (donde “anon”).  Quem usou:  “Os democratas o descartaram como um grupo marginal de fanáticos conspiradores. Os republicanos moderados temeram seu potencial de prejudicar a imagem do partido, enquanto legisladores mais conservadores tentaram cuidadosamente aproveitar sua energia popular. Os meios de comunicação solidários cobriram seus comícios, retratando-o como uma nova variedade de política populista – um movimento de protesto nascido da frustração com uma elite corrupta e que não inspira confiança. Então, para surpresa de todos, seus apoiadores começaram a ganhar eleições. Essa é uma descrição do movimento Tea Party, que emergiu em 2009 nas periferias da direita e se tornou uma força importante e duradoura no conservadorismo americano. Mas poderia ser facilmente uma descrição do QAnon, a teoria da conspiração pró-Trump que surgiu como possível herdeira do Tea Party como a força popular mais poderosa na política de direita. Nesta semana, o QAnon provavelmente conquistou sua primeira congressista: a republicana Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, que venceu o segundo turno das prévias em um distrito fortemente republicano. Greene apoiou publicamente o QAnon, aparecendo em programas do movimento e defendendo sua crença infundada de que o presidente Donald Trump está prestes a acabar com uma obscura trama de pedófilos adoradores de Satanás. Outros candidatos afiliados ao QAnon venceram primárias em níveis federal e estadual, embora poucos em distritos tão conservadores quanto o de Greene. O QAnon, que tira suas ideias de mensagens enigmáticas de um escritor anônimo que afirma ter acesso a informações governamentais de alto nível, carece da estrutura de liderança e das conexões com fundos obscuros do início do Tea Party. Também carece de objetivos realistas ou qualquer coisa que se assemelhe a uma agenda política coerente.” (The New York Times, 13 de agosto) “Como […]

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“Desde maio é possível notar a presença dos conspiracionistas QAnon em atos bolsonaristas. Saindo das franjas, agora o movimento caminha em direção ao núcleo.” (@odiloncaldeira, no Twitter, em 17 de agosto) “QAnon chegou com força no Brasil, já estão desfilando com o Q nos para-brisas dos carros e nas camisetas. Retrato disso é a perseguição ao @felipeneto e a covardia dos fanáticos contra a menina extremamente violentada. Se nada for feito, em breve a constituição será a bíblia.” (@Bruno_B_C, no Twitter, em 17 de agosto) “Parabéns pra quem é otimista e tem esperança no futuro. Eu acho que rede social não tem jeito e tô só esperando o fatídico momento em que meu cérebro também vai derreter e eu vou virar seguidora do qanon.” (@maialmrn, no Twitter, em 17 de agosto) O que é:  QAnon (pronuncia-se “quiu-anon”) é uma teoria da conspiração da extrema-direita que detalha um suposto plano secreto contra o presidente americano Donald Trump e seus apoiadores. Políticos, estrelas de Hollywood e empresários são acusados de bancarem uma complexa – e abilolada – trama secreta que envolve pedofilia e tráfico internacional de crianças. A teoria da conspiração teria começado no fórum 4chan, em outubro de 2017, com um post assinado por uma pessoa (ou grupo de pessoas) usando o nome Q, um anônimo (donde “anon”).  Quem usou:  “Os democratas o descartaram como um grupo marginal de fanáticos conspiradores. Os republicanos moderados temeram seu potencial de prejudicar a imagem do partido, enquanto legisladores mais conservadores tentaram cuidadosamente aproveitar sua energia popular. Os meios de comunicação solidários cobriram seus comícios, retratando-o como uma nova variedade de política populista – um movimento de protesto nascido da frustração com uma elite corrupta e que não inspira confiança. Então, para surpresa de todos, seus apoiadores começaram a ganhar eleições. Essa é uma descrição do movimento Tea Party, que emergiu em 2009 nas periferias da direita e se tornou uma força importante e duradoura no conservadorismo americano. Mas poderia ser facilmente uma descrição do QAnon, a teoria da conspiração pró-Trump que surgiu como possível herdeira do Tea Party como a força popular mais poderosa na política de direita. Nesta semana, o QAnon provavelmente conquistou sua primeira congressista: a republicana Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, que venceu o segundo turno das prévias em um distrito fortemente republicano. Greene apoiou publicamente o QAnon, aparecendo em programas do movimento e defendendo sua crença infundada de que o presidente Donald Trump está prestes a acabar com uma obscura trama de pedófilos adoradores de Satanás. Outros candidatos afiliados ao QAnon venceram primárias em níveis federal e estadual, embora poucos em distritos tão conservadores quanto o de Greene. O QAnon, que tira suas ideias de mensagens enigmáticas de um escritor anônimo que afirma ter acesso a informações governamentais de alto nível, carece da estrutura de liderança e das conexões com fundos obscuros do início do Tea Party. Também carece de objetivos realistas ou qualquer coisa que se assemelhe a uma agenda política coerente.” (The New York Times, 13 de agosto) “Como […]

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