Cartas

Sete ondas?

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Sete ondas?

De prosaico, este ano teve pouco. Parece destoante, vivi um bom tempo. Rola um repeteco das simpatias de dezembro passado? Não acredito em deus, sortilégios. Na sorte, um tanto. Inegável, tem gente com o forrobodó pra Lua.

Para ver se 2021 vira a chave, afasta o que se viu – escabroso –, não o que me aconteceu, ando sugerindo o inverso. Quem soltou foguete, deixa quieto (aliás, passou o projeto da Luciana Genro). Quem usou calcinha tal, bota outra, não usa ou veste cueca. Grãos de romã? Tá cara. Pular sete ondas? Tesão em praia de bandeira vermelha?

E que possa ser suficiente em humor, dos barcos a nos levar de 2021 até 2022, quando “vai ou racha”. Preservem-se. Sobrevivamos – com desculpas pra quem não rolou.

Até breve, parentesianos.


Jandiro Adriano Koch, ou Jan, nasceu e vive em Estrela, RS. Graduou-se em História pela UNIVATES e fez especialização em Gênero e Sexualidade. Dedica-se a estudar e mostrar vivências LGBTQI+, especialmente em sua região, o Vale do Taquari. Escreveu Babá – Esse depravado negro que amou e O crush de Álvares de Azevedo (ambos pela Libretos).

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