Crônica

Bom Fim

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Bom Fim Ano passado eu tinha me decidido a conhecer mais lugares em Porto Alegre. Eu já tinha alguns meses aqui e apesar da gente morar num bairro só por vez e eu ser muito feliz na Cidade Baixa, não custava nada ampliar meus horizontes porto-alegrenses. O negócio é que com a chegada do isolamento social, meu plano que vinha sendo adiado semana a semana, fracassou de vez. Curti bastante meu trajeto a pé de casa pro trabalho, meu quarto, minha sala, o banheiro, as gatas. Mas, tem uma hora que a vida retoma alguns antigos desejos.  Expandir é preciso! Agora com a chegada do verão e o avanço na vacinação, a vida vem procurando brechas para coexistir com a nova situação sanitária. Então meu novo tempo livre pós-demissional não podia ter chegado em melhor momento – sim, colegas, a campanha perdeu uma soldada, mas continuarei trabalhando em outras frentes. Vamos conhecer Porto Alegre para além da Lima e Silva e a José do Patrocínio. Quem leu A pior crônica da semana passada sabe que a primeira tentativa foi um fracasso total. Fui barrada no pagode da Bento por falta de comprovante de vacinação. Voltamos pra CB. A revolta da noite terminou no Cachorro da Mestra, o único lugar onde meu coração é acolhido pela Tia Adriana e a Tia Marina, sempre com uma palavra de conforto, duas salsichas e molho de alho. Uma delícia. Este fim de semana a missão era clara: ‘‘Equipe, vamos sair da Cidade Baixa e encontrar um rolê que não tenha erro’’. Sábado, grenal, zero opções. Gabriela, minha amiga de São Paulo, ficou decepcionada com nossa Capital. Sim, o mundo todo para por causa de jogo. Quer dizer, de jogo não, d’O jogo, grenal é grenal, mas resolvi não engrossar o caldo da conversa. No fim, sem muita motivação, ficamos por casa mesmo, com a missão de sair da CB marinando e cochilando na frente da tela, afinal quem liga pra time que já está rebaixado – hahahahahaa. Domingo de sol, o dia estava perfeito. O plano era ir pra um bairro vizinho, assim, se ficasse ruim a gente voltaria andando. Bom Fim. Não conheço quase nada, só ouvi falar que nos anos 80 era o ponto de encontro dos punks, uma loucurada só e que o Bar Ocidente já teve um passado do tipo que a gente não conta pros netos. Apesar da história gloriosa, sempre que tinha que passar por lá, sentia no ar uma desconfiança. Uma sensação de burguesia good vibes demais. Não tenho nenhum problema com burguês, juro, até tenho uns amigos que são. Quanto a esta religião do ‘‘não vou me incomodar’’, bom, tenho muitas críticas. Mas, como toda crítica, elas são minhas e eu faço o que eu quero com elas, assim que quem é seguidor do Jovem Místico, faz o que quer também. Nada contra! Cada um segue o perfil de Instagram que mais lhe parecer justo, acredito que somos todos adultos aqui. De boas. Chegamos no bar que o […]

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Ano passado eu tinha me decidido a conhecer mais lugares em Porto Alegre. Eu já tinha alguns meses aqui e apesar da gente morar num bairro só por vez e eu ser muito feliz na Cidade Baixa, não custava nada ampliar meus horizontes porto-alegrenses. O negócio é que com a chegada do isolamento social, meu plano que vinha sendo adiado semana a semana, fracassou de vez. Curti bastante meu trajeto a pé de casa pro trabalho, meu quarto, minha sala, o banheiro, as gatas. Mas, tem uma hora que a vida retoma alguns antigos desejos.  Expandir é preciso! Agora com a chegada do verão e o avanço na vacinação, a vida vem procurando brechas para coexistir com a nova situação sanitária. Então meu novo tempo livre pós-demissional não podia ter chegado em melhor momento – sim, colegas, a campanha perdeu uma soldada, mas continuarei trabalhando em outras frentes. Vamos conhecer Porto Alegre para além da Lima e Silva e a José do Patrocínio. Quem leu A pior crônica da semana passada sabe que a primeira tentativa foi um fracasso total. Fui barrada no pagode da Bento por falta de comprovante de vacinação. Voltamos pra CB. A revolta da noite terminou no Cachorro da Mestra, o único lugar onde meu coração é acolhido pela Tia Adriana e a Tia Marina, sempre com uma palavra de conforto, duas salsichas e molho de alho. Uma delícia. Este fim de semana a missão era clara: ‘‘Equipe, vamos sair da Cidade Baixa e encontrar um rolê que não tenha erro’’. Sábado, grenal, zero opções. Gabriela, minha amiga de São Paulo, ficou decepcionada com nossa Capital. Sim, o mundo todo para por causa de jogo. Quer dizer, de jogo não, d’O jogo, grenal é grenal, mas resolvi não engrossar o caldo da conversa. No fim, sem muita motivação, ficamos por casa mesmo, com a missão de sair da CB marinando e cochilando na frente da tela, afinal quem liga pra time que já está rebaixado – hahahahahaa. Domingo de sol, o dia estava perfeito. O plano era ir pra um bairro vizinho, assim, se ficasse ruim a gente voltaria andando. Bom Fim. Não conheço quase nada, só ouvi falar que nos anos 80 era o ponto de encontro dos punks, uma loucurada só e que o Bar Ocidente já teve um passado do tipo que a gente não conta pros netos. Apesar da história gloriosa, sempre que tinha que passar por lá, sentia no ar uma desconfiança. Uma sensação de burguesia good vibes demais. Não tenho nenhum problema com burguês, juro, até tenho uns amigos que são. Quanto a esta religião do ‘‘não vou me incomodar’’, bom, tenho muitas críticas. Mas, como toda crítica, elas são minhas e eu faço o que eu quero com elas, assim que quem é seguidor do Jovem Místico, faz o que quer também. Nada contra! Cada um segue o perfil de Instagram que mais lhe parecer justo, acredito que somos todos adultos aqui. De boas. Chegamos no bar que o […]

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