Crônica

Roma

Change Size Text
Roma

Então o melhor vai ficando do meio pro final, e o melhor pra mim era vir pra Itália. Eu ia chorar de emoção assim que pisasse fora do aeroporto, já tava tudo planejado, mas não tive chance, o horário dos ônibus tava escasso, eu precisava correr. Cheguei na parada de ônibus, passou meia hora, ônibus chegou, o homem me diz que não posso entrar sem bilhete, que se compra dentro do aeroporto. Volta o cão arrependido carregando suas malas. A mulher da bilheteria me diz que não pode mais vender bilhetes porque já tinha acabado o horário. Eu pergunto como vou sair dali. Ela me diz que se não tem bilhete, paciência, que eu simplesmente suba no ônibus e diga que a bilheteria fechou. Explico que o condutor já não me deixou subir. Ela diz que lamenta, aí não sabe como fazer. E eu? Ela fez assim com os olhinhos e as mãos, realmente lamentando por mim.

Saio, já se vem o taxista sabendo que esse tipo de merda acontece. Bom, eu não tinha escolha. Quando entro no táxi, valor fechado antes, ele me explica que como tem aquele plástico que separa os bancos da frente do de trás, por causa da pandemia, ele vai fumar um cigarro e eu nem vou sentir o cheiro. Ok, fui comunicada, sinta-se no seu carro, signore, quem sou eu. Aí já ficou evidente pra mim que em Roma eles só fazem o que querem, tal qual nos tempos do imperador, ficou na alma.

Bom, fui dormir. No outro dia de manhã saio a caminhar pela cidade, foquei no Coliseu, desci no Fórum Romano, onde uma amiga tinha dito pra não ir porque assim, era só pedra, não dava pra entender. E o marido dela disse pra eu mandar um abraço pro Maximus. Essas foram minhas dicas na chegada à Roma. Gostei do Fórum, Roma é apenas Roma, o puro início deste nosso mundo ocidental, achei que devia ver as pedras velhas sim e dar atenção ao espírito do Maximus. Descendo dali seguindo as placas para o Coliseu, eis que chego no Coliseu. Vazio. Pensei: não é possível. Pequeno, largado. Como a internet engana. No fundo eu tinha uma sensação estranha, mas depois de tanta decepção o Coliseu podia ser mais uma. Aí entrei no portãozinho e fui ler as placas, na verdade se tratava do Teatro de Marcello, um outro monumento. Mas era redondo e velho igual, não sou obrigada a saber.

[Continua...]

O acesso a esse conteúdo é exclusivo aos assinantes premium do Matinal. É nossa retribuição aos que nos ajudam a colocar em prática nossa missão: fazer jornalismo e contar as histórias de Porto Alegre e do RS.

 

 
 
 

 

 

 

 
 
 

 

 
conteúdo exclusivo
Revista
Parêntese


A revista digital Parêntese, produzida pela equipe do Matinal e por colaboradores, traz jornalismo e boas histórias em formato de fotos, ensaios, crônicas, entrevistas.

Quer ter acesso ao conteúdo exclusivo ?

Assine o Premium

Você também pode experimentar nossas newsletters por 15 dias!

Experimente grátis as newsletters do Grupo Matinal!

RELACIONADAS
ASSINE E GANHE UMA EDIÇÃO HISTÓRICA DA REVISTA PARÊNTESE.
ASSINE E GANHE UMA EDIÇÃO HISTÓRICA DA REVISTA PARÊNTESE.