Parêntese, Revista Parêntese

Editorial: Parêntese 9

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Editorial: Parêntese 9 Número 9: quase não dá pra acreditar. Até dois meses atrás, Parêntese era uma ideia brilhando na imaginação. Agora, existe há 9 números – mas, falando nisso, precisa muito da leitura, do apoio, da divulgação. Das assinaturas! Se permite a intimidade: mexa-se! Estamos caminhando na voz de cronistas como José Falero e Nathallia Protazio, duas incríveis figuras que nos dão a ver a vida de um modo muito forte e original. Na reflexão de Ronald Augusto, poeta e – como se diz isso? – filósofo, ou habilitado em Filosofia, para muito além do título acadêmico. Na lembrança de Márcio Pinheiro, que evoca um ilustre falecido, Fausto Wolff.  Em nossa Enciclopédia Urgente, um verbete ao mesmo tempo exato e testemunhal, objetivo e subjetivo, obra de grande qualidade de Jandiro Koch. De que se trata: do mundo LGBTQI+, esmiuçado com paciência e profundidade, sem jamais perder o bom humor. Na jovem seção Porto Alegre – uma biografia musical, o segundo capítulo da história do rock no sul, por Arthur de Faria. No Retrato Escrito, uma passagem de 200 anos atrás, descrevendo aspectos do Centro, que era tudo que existia, praticamente. A entrevista da semana revisita as histórias da vida de uma grande figura do teatro brasileiro, Luís Artur Nunes. Passagens vibrantes, com alguns bastidores da cena das últimas décadas, no estado sulino, no Rio de Janeiro e, sem modéstia cabível, no Ocidente. E uma bela evocação do parceiro e amigo Caio Fernando Abreu.   Em matéria de imagens, esta edição traz o cartum de Bruno Ortiz e o ensaio fotográfico de Bebeto Alves, figura em trânsito – cancionista, produziu pérolas em gêneros tão distintos quanto o rock, a milonga, o reggae e o chamamé; fotógrafo, reinventou-se em exposições e experimentos que vale a pena conhecer. Não bastando tudo isso, uma nova seção: “A palavra é…”. Assinada pela jornalista Cláudia Laitano, a seção examina uma palavra que está bombando. Para quem tem mais de, arrâm, uns 40 ou 50 anos, vai ser possível lembrar que na antiga tevê, no tempo em que era alimentada a lenha ainda, havia um quadro de programa de auditório (Flávio Cavalcanti?) com esse nome. Sim. O cara dizia uma palavra e os competidores tinham que cantar uma canção que contivesse a palavra dita. Sabe quem brilhou nos começos dessa competição? Dois jovens, lá nos anos 1960: Chico Buarque e Caetano Veloso. É pouco? Tome mais esta outra nova seção: “Para rir com o cérebro”. A ideia é publicar aqui textos ou imagens que se enquadram, genericamente, na categoria do humor. Mas humor é uma porta larga, que dá entrada para a gargalhada e a surpresa, para o humor imediato e o sutil. Do Diego Lops a gente ri só quando já está descendo a escada, já com o pé no estribo, quase subindo no cavalo para voltar pra casa.  (Há uma expressão francesa, “esprit d’escalier”, literalmente “espírito de escada”, que descreve esse efeito retardado, essa percepção atrasada, que ocorre quando a gente já está fora do ambiente, quase chegando […]

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Número 9: quase não dá pra acreditar. Até dois meses atrás, Parêntese era uma ideia brilhando na imaginação. Agora, existe há 9 números – mas, falando nisso, precisa muito da leitura, do apoio, da divulgação. Das assinaturas! Se permite a intimidade: mexa-se! Estamos caminhando na voz de cronistas como José Falero e Nathallia Protazio, duas incríveis figuras que nos dão a ver a vida de um modo muito forte e original. Na reflexão de Ronald Augusto, poeta e – como se diz isso? – filósofo, ou habilitado em Filosofia, para muito além do título acadêmico. Na lembrança de Márcio Pinheiro, que evoca um ilustre falecido, Fausto Wolff.  Em nossa Enciclopédia Urgente, um verbete ao mesmo tempo exato e testemunhal, objetivo e subjetivo, obra de grande qualidade de Jandiro Koch. De que se trata: do mundo LGBTQI+, esmiuçado com paciência e profundidade, sem jamais perder o bom humor. Na jovem seção Porto Alegre – uma biografia musical, o segundo capítulo da história do rock no sul, por Arthur de Faria. No Retrato Escrito, uma passagem de 200 anos atrás, descrevendo aspectos do Centro, que era tudo que existia, praticamente. A entrevista da semana revisita as histórias da vida de uma grande figura do teatro brasileiro, Luís Artur Nunes. Passagens vibrantes, com alguns bastidores da cena das últimas décadas, no estado sulino, no Rio de Janeiro e, sem modéstia cabível, no Ocidente. E uma bela evocação do parceiro e amigo Caio Fernando Abreu.   Em matéria de imagens, esta edição traz o cartum de Bruno Ortiz e o ensaio fotográfico de Bebeto Alves, figura em trânsito – cancionista, produziu pérolas em gêneros tão distintos quanto o rock, a milonga, o reggae e o chamamé; fotógrafo, reinventou-se em exposições e experimentos que vale a pena conhecer. Não bastando tudo isso, uma nova seção: “A palavra é…”. Assinada pela jornalista Cláudia Laitano, a seção examina uma palavra que está bombando. Para quem tem mais de, arrâm, uns 40 ou 50 anos, vai ser possível lembrar que na antiga tevê, no tempo em que era alimentada a lenha ainda, havia um quadro de programa de auditório (Flávio Cavalcanti?) com esse nome. Sim. O cara dizia uma palavra e os competidores tinham que cantar uma canção que contivesse a palavra dita. Sabe quem brilhou nos começos dessa competição? Dois jovens, lá nos anos 1960: Chico Buarque e Caetano Veloso. É pouco? Tome mais esta outra nova seção: “Para rir com o cérebro”. A ideia é publicar aqui textos ou imagens que se enquadram, genericamente, na categoria do humor. Mas humor é uma porta larga, que dá entrada para a gargalhada e a surpresa, para o humor imediato e o sutil. Do Diego Lops a gente ri só quando já está descendo a escada, já com o pé no estribo, quase subindo no cavalo para voltar pra casa.  (Há uma expressão francesa, “esprit d’escalier”, literalmente “espírito de escada”, que descreve esse efeito retardado, essa percepção atrasada, que ocorre quando a gente já está fora do ambiente, quase chegando […]

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