Ensaios Fotográficos

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*Texto de José Luis Lima (que já publicou seu ensaio fotográfico na Parêntese 56)

Adolfo Gerchmann já era um grande repórter fotográfico, quando o conheci – trabalhava na Empresa Jornalística Caldas Júnior do século passado, a dona dos jornais Correio do Povo, Folha da Manhã e Folha da Tarde. Por ser jornalista formado na PUC (em 1977), ele unia os conhecimentos técnicos da fotografia com os saberes do jornalismo e exibia um trabalho, já no início da carreira, que sintetizava um raro olhar da realidade. Era um privilégio e um aprendizado trabalhar cotidianamente com ele. Adolfo foi trabalhar na revista Manchete e para as revistas da extinta editora Bloch. Depois, esteve na sucursal da revista da Veja e também fotografava para as revistas da Editora Abril. Registrou a história de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul, do Cone Sul, da época das ditaduras e da redemocratização no Mercosul. Lembra com carinho os registros que fez no Uruguai com exilados beijando o chão do porto na chegada de retorno e da entrega de urnas no dia da eleição de Júlio Sanguinetti como presidente em um estádio Centenário tomado por militares e tanques. No início dos anos 90, Adolfo enveredou pela gastronomia e cuidou do Café do Theatro São Pedro, depois do Café dos Cataventos na Casa de Cultura Mário Quintana, e do Bistrô do MARGS. Durante vários anos, comandou o Restaurante Orquestra de Panelas. Hoje, cuida da Padaria Terracota e fotografa. Pois não pode viver ser a fotografia. Descobriu quando parou um tempo por causa dos negócios de gastronomia e notou que faltava algo em sua vida. Retomou a fotografia. As fotos são seu registro pessoal da pandemia.





















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