Ensaios Fotográficos

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Intraduzível Tragédia de Brumadinho

Há dois anos, em 25 de janeiro de 2019, a lama atravessava a vida dos moradores do interior de Minas Gerais. Quatro anos após um desastre parecido em outra cidade do mesmo estado, Mariana, mais uma vez, os rejeitos de mineração da empresa Vale do Rio Doce deixaram um rastro de destruição envenenando o rio Paraopeba e causando a morte de mais de 280 pessoas. Os bombeiros e socorristas ainda buscam por desaparecidos.

Uma mancha de lama, dor e sofrimento, no centro do Brasil e cujas consequências ainda irão reverberar por muitos anos. Na região da mina do Córrego do Feijão, sobraram restos de um tipo de civilização que come montanhas e vidas. Restos como o uniforme estirado no concreto de um sobrevivente do mar de lama, ferros retorcidos e escritórios vazios cheios de barro. Entretanto, nem mesmo com a pandemia essa sede por montanhas não parou, pelo contrário, continua cada dia mais forte.

Este ensaio foi produzido em fevereiro de 2019, logo após a tragédia, quando acompanhei o trabalho dos bombeiros ainda nas buscas por sobreviventes. Uma experiência muito forte, que me fez perceber que nenhuma imagem ou narrativa seria capaz de traduzir o tamanho desta tragédia.

Fotos: Gabi Di Bella/Direitos Reservados


Fotos realizadas na cidade de Brumadinho, perto na área do escritorio da Vale durante buscas por corpos de funcionários.

Fotos realizadas na cidade de Brumadinho, perto na área do escritorio da Vale durante buscas por corpos de funcionários.

Fotos realizadas na cidade de Brumadinho, perto na área do escritorio da Vale durante buscas por corpos de funcionários.

Unfirmoe de sobrevivente da tragédia de Brumadinho.

Busca dos bombeiros por corpos de desaparecidos.

Busca dos bombeiros por corpos de desaparecidos.

Busca dos bombeiros por corpos de desaparecidos.

Fotos realizadas na ciade de Brumadinho, perto na área do escritorio da Vale durante buscas por corpos de funcionários.

Fotos realizadas na ciade de Brumadinho, perto na área do escritorio da Vale durante buscas por corpos de funcionários.

Fotos realizadas na cidade de Brumadinho, perto na área do escritorio da Vale durante buscas por corpos de funcionários.

Tragédia de Brumadinho – busca dos bombeiros por corpos de desaparecidos. Foto: Gabi Di Bella /Direitos Reservados

Mestre em Audiovisual pela Universidade Anhembi Morumbi, Gabriela Di Bella é formada em jornalismo pela PUCRS, atuou como fotojornalista em Porto Alegre. Em 2015, selecionada para o trainee de foto e vídeo da Folha passou a viver em São Paulo. Em 2017, lançou o projeto coletivo Marrocos, vencedor do I Prêmio de Fotolivro DOC Galeria e finalista dos prêmios Pierre Verger e Diário Contemporâneo de Fotografia, participou de exposições no FestoFoto POA, Festival Internacional de Fotografia – FIF (BH), PHE – Photo España e Festival de la Luz em Buenos Aires. Atualmente trabalha como jornalista e fotógrafa freelancer colaborando com sites e revistas como National Geographic Brasil e The Intercept Brasil, desenvolve projetos pessoais e atua como professora de fotografia.

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