Folhetim

Entroncamento – Capítulo 2: 14 de março

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Entroncamento – Capítulo 2: 14 de março

Às quatro horas e trinta e dois minutos, Joel olhou para o céu.

Aquele momento específico do amanhecer tinha um tipo de claridade que confortava o velho. Era uma claridade silenciosa, quase soturna. A lua cheia e limpa lá no alto agia como se tivesse preguiça de ir embora. A sinfonia dos grilos se confundia com o cantar dos passarinhos. Um gato preto se espreguiçava na calçada.

Não havia nuvens. Pouco a pouco, o índigo dava lugar ao celeste. O velho repousava sentado no banco do motorista. Suas costas sentiam a maciez do estofado novo e seus olhos não eram agredidos por qualquer luz intensa. A mão direita segurava um cigarro e a esquerda repousava sobre o volante. Ao abrir a janela para jogar fora a bituca, Joel esperava que o vento fraco da manhã lhe servisse como sopro de coragem.

A van estava estacionada em uma das vielas do Umarizal, bem perto da travessa 14 de Março. Se necessário fosse, ele conseguiria chegar ao Pronto-Socorro Municipal a pé.

[Continua...]

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Não havia nuvens. Pouco a pouco, o índigo dava lugar ao celeste. O velho repousava sentado no banco do motorista. Suas costas sentiam a maciez do estofado novo e seus olhos não eram agredidos por qualquer luz intensa. A mão direita segurava um cigarro e a esquerda repousava sobre o volante. Ao abrir a janela para jogar fora a bituca, Joel esperava que o vento fraco da manhã lhe servisse como sopro de coragem.

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