Folhetim

Entroncamento – Capítulo 3: Avenida Dalva

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Entroncamento – Capítulo 3: Avenida Dalva

Os desenhos compunham um cenário curioso atrás da cadeira em que Nara estava sentada. Eram telas de algodão nos mais diversos tamanhos, pinturas abstratas feitas por seus pacientes, algumas até mesmo por ela. As cores vivas contrastavam com o bege da parede e com os tons claros demais de sua pele.

Uma das telas chamou a atenção de Joel. Era a menor das obras expostas, talvez do tamanho de uma folha de papel ou menor. O homem achou a tela curiosa tanto por sua pequenez quanto pelos traços.

— Como o senhor está hoje, senhor Joel?

Os rabiscos eram, ao mesmo tempo, retilíneos e disformes. A tinta preta daquelas linhas quase-retas manchara o amarelo canário usado ao fundo. Também era possível ver várias impressões digitais deixadas acidentalmente pelo autor. De certo era alguém incapaz de esperar que a tinta secasse.

Nara tinha quase a mesma idade que Sandra. Era magra e cultivava longos cabelos grisalhos. Seus olhos pareciam duas contas azuis. Ela era tão branca que chegava a intimidar a existência de Joel em seu consultório.

— Essa obra quem fez foi nosso usuário, o Alexandre.

[Continua...]

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Nara tinha quase a mesma idade que Sandra. Era magra e cultivava longos cabelos grisalhos. Seus olhos pareciam duas contas azuis. Ela era tão branca que chegava a intimidar a existência de Joel em seu consultório.

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