Memória

1861-1872: Dom Sebastião Dias Laranjeira, a Floresta Aurora e a campanha abolicionista

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1861-1872: Dom Sebastião Dias Laranjeira, a Floresta Aurora e a campanha abolicionista

1861-1872: O arcebispado de Dom Sebastião Dias Laranjeira (1861), a Floresta Aurora (1872) e a campanha abolicionista: história

Em 1861 chegava ao Rio Grande do Sul o baiano Dom Sebastião Dias Laranjeira, que no ano anterior fora sagrado bispo pelo papa Pio IX, e na sequência nomeado para o Arcebispado de Porto Alegre que se encontrava vacante, desde 1858, pela morte de seu primeiro ocupante, o gravataiense Dom Feliciano de Araújo Prates.  

Sem descuidar do programa de seu antecessor, de qualificar o clero rio-grandense pela criação e organização de seminários e paróquias, Dom Sebastião Laranjeira acrescentou ao seu plano de ação a construção do seminário metropolitano e a edição do jornal Estrela do Sul. Partícipe do Concílio Vaticano I (1869-70), voltou para aplicar, no sul do Brasil, “a eclesiologia ultramontana, no contexto do conflito com o padroado régio” (SANTOS, Fabiano Glesser dos. A eclesiologia ultramontana de Dom Sebastião Dias Laranjeira e suas implicações para a diocese de São Pedro do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, PUC-RS, 2019). Ou seja, a autonomia da Igreja em relação ao Estado.

Seu mandato também se notabilizou pela incorporação da caridade cristã à campanha abolicionista. Esta última forçada pela Inglaterra, principal financiadora das ferrovias e cafeicultura capitalista no oeste paulista, e que apregoava para o país a substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre, com o incremento da imigração. O novo bispo estimulou os católicos a participar em Clubes Abolicionistas. Apoiou a criação da Sociedade Beneficente Cultural Floresta Aurora, criada com a finalidade de “angariar fundos para libertar os irmãos…e proporcionar estudos a seus filhos… através de festas e das atividades culturais” (In:NONNENMACHER, Marisa Schneider. Tudo Começou em uma madrugada: Sociedade Beneficente Cultural Floresta Aurora (1872-2015). Porto Alegre, Medianiz, 2015, p. 31). 

A Floresta Aurora não esgotou sua atuação no âmbito da abolição da escravatura. Até mesmo porque restava muito mais o que fazer. Permanece firme e atuante até nossos dias como uma referência cultural e associativa da cidade.

[Continua...]

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