Memória

1898: A fundação do Grêmio Gaúcho

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1898: A fundação do Grêmio Gaúcho

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1898: A fundação do Grêmio Gaúcho – História

Em 22 de maio de 1898, o capitão João Cezimbra Jacques, acompanhado de alferes, jornalistas, poetas e historiadores, fundaram o Grêmio Gaúcho, um importante centro de pesquisa e cultivo da história e costumes do Rio Grande do Sul. Uma história sem bochinchos e relinchos. Eles eram positivistas. Achavam que o tempo de guerras, revoluções e da “linguagem rebarbativa, viciada, cheia de plebeísmos”, como a dos Contos Gauchescos, de Simões Lopes Neto, era algo que “no estado atual de nossa cultura e da transformação completa por que passaram os costumes rio-grandenses …[não tinha] qualquer fim de utilidade real” (A Federação, 01/10/1912, p. 1).

Em seu positivismo difuso, assim denominado por Boeira (“O Rio Grande de Augusto Comte”. In: DACANAL, José H. e GONZAGA, Sergius (Org.). RS: cultura e ideologia. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1980, p. 35-59), até idealizavam que, no lugar do gaúcho armado, façanhudo e  encrenqueiro, o Rio Grande do Sul estava dando lugar a um gaúcho pacífico, ordeiro e trabalhador. Algo como Décio Villares  (R. Janeiro, 1851 – Idem, 1931) idealizou no seu monumento a Castilhos. No lugar do gaúcho peleador, um gaúcho de garrucha na cintura, empinando seu cavalo rumo ao futuro (Fig. 1). Aos pés da montaria o arado, símbolo do trabalho. E, num gesto de saudação cordial, a cabeleira a descoberto (assim faziam os guerreiros medievais quando encerrada a guerra).

O Grêmio de Cezimbra Jacques se afirmou. Fizeram uma bonita sede (Fig. 2), na av. Carlos Barbosa, 1525. Ali permaneceu até 2019. Defendido pelos vereadores, mas derrubado pela retroescavadeira progressista do prefeito, para a continuidade da Av. Tronco.  Paradoxos do progressismo “civilizatório”, que os próprios positivistas apregoavam.


Grêmio Gaúcho – Representações

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