Memória

1908-1912: O alvorecer da telefonia empresarial em Porto Alegre

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1908-1912: O alvorecer da telefonia empresarial em Porto Alegre
PORTO ALEGRE 250 ANOS:  HISTÓRIA, FOTOGRAFIA E REPRESENTAÇÕES 1908-1912: O alvorecer da telefonia empresarial em Porto Alegre – História Em 1908, ao lado dos primeiros automóveis, bondes elétricos e salas de cinema, surgiu em Porto Alegre a telefonia empresarial, com a criação da Companhia Telefônica Rio-Grandense. Em 1909, os assinantes eram avisados que, “não estando ainda inaugurada a rede telefônica que se constrói nesta capital, [a Companhia] não cobrará, por enquanto, o valor das respectivas assinaturas” (A Federação, 27.01.1909, p. 3).  Em 1910, a Companhia anunciava que “a zona livre para as suas comunicações é constituída pelas localidades de Porto Alegre, Canoas, Belém, Vila Nova, Itapuã, e mais Pedras Brancas e Barra do Ribeiro, cujos centros estão atualmente em construção”, enfatizando ainda que, “por 400 réis por cada ligação”, podiam ser acessadas as localidades de “São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga, Dois Irmãos, Campo Bom, São Sebastião do Caí, Feliz e Bom Princípio” (A Federação, 03.01.1910, p.2). Em 1911, ocorreu a dissolução da União Telefônica do Rio Grande do Sul, de Pelotas (A Federação, 09.09.1911, p.2), incorporada pela Companhia Telefônica Rio-Grandense. Esta expandiu seus serviços para Pelotas e Rio Grande, em 1912. Os protagonistas destes empreendimentos foram o hispano-uruguaio Juan Ganzo Fernandez, o eletricista Victor Coussirat Araújo, mais os capitalistas Possidônio M. da Cunha e Manuel Py. Demonstrando que não só de sobrenomes germânicos constituiu-se o empreendedorismo republicano na “Porto Alegre dos alemães”, uma denominação cunhada por Paul Singer (Desenvolvimento Econômico e Evolução Urbana. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1977) que muitos adotaram sem maiores questionamentos. O telefone e suas representações: do glamour e intimismo ao ataque de nervos por suas inoperâncias No universo das representações relativas à telefonia em Porto Alegre destacam-se as matérias celebrativas de seus principais protagonistas, como fez a revista Kodak com o Coronel Ganzo (Fig. 1). Assim como os anúncios publicados na revista Máscara, nos quais, ainda na época dos telefones não automáticos (só inaugurados em 1922), o aparelho era associado aos bons serviços prestados pelas empresas (Fig. 2). Ou pela Revista do Globo, em que o telefone aparecia associado ao glamour que a profissão de secretária conferia às mulheres, afastando-se do magistério como única possibilidade profissional (Fig. 3). No demais, merece destaque a inspirada litografia de Tânia Couto (P. Alegre, 1940 – Em atividade) que associou o telefone às confidencialidades, numa época em que o grampo não passava de uma possibilidade (Fig. 4). Assim como a charge de Xico Stockinger (Traun, Austria, 1919 – P. Alegre, 2009), num tempo (década de 1960) em que a telefonia, já então estatal, passava por dificuldades (Fig. 5). Estas últimas, por não contornadas e por falta de vontade política, acabaram decretando seu retorno à iniciativa privada (década de 1990). Se para o bem ou para o mal, uma questão em aberto. Fig. 1 – Coronel Juan Ganzo Fernandez. In: revista Kodak, n. 13, 21/12/1912, p. 3. Acervo Miguel Espírito Santo, Porto Alegre, RS. Fig. 2 – Anúncio do Club Excelsior. In: revista Máscara, n.6,  10.7.1920, contra-capa .  Tirada de: […]

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