Memória

1961, ah!… 1961…

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1961, ah!… 1961… Leonel Brizola (Crédito: Museu da Comunicação Hipólito José da Costa)

Eu tinha 14 anos. De certo modo, isto explica tudo o que aconteceu.

Eu estava na 4a. série do então chamado Ginásio. Estudava num colégio de padres jesuítas, o Anchieta. Mais precisamente, no Velho Anchieta, entre a rua Duque e a Fernando Machado, com portões numa e noutra. A entrada da Duque ficava ao lado do Museu Júlio de Castilhos, que ainda existe. Embora naquela época houvesse uma casa independente entre o museu e o colégio, casa que pertencera a Borges de Medeiros, o déspota algo ilustrado que governou o Rio Grande do Sul por 25 anos, quinze deles em nome da herança política do vizinho, depois que este morrera, em 1903. 

No começo de 1961 Borges de Medeiros ainda estava vivo; morreria no dia 25 de abril. Era o Antônio Chimango do poema homônimo de seu adversário político e primo Ramiro de Barcellos, que se ocultou sob o pseudônimo de Amaro Juvenal. Era também o “Feiticeiro Pagão” do poema “Bisneto de Farroupilha”, de Aureliano de Figueiredo Pinto (“Mas Deus velho/Dá o sol também/A quem sabe ser torena/E não aceita cadena/De Feiticeiro Pagão./Não me enredo nestas trampas/E vou cruzando estes pampas/Só escravo do coração”). 

[Continua...]

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