Porto Alegre: uma biografia musical

Capítulo LXV – Um milhão de melódicos melodiosos – ou: os anos de transição (Parte 11)

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Capítulo LXV – Um milhão de melódicos melodiosos – ou: os anos de transição (Parte 11) O jovem Manfredo Fest, ainda em Porto Alegre


Manfredo Irmin Fest (Porto Alegre, 13/5/1936 – Tampa Bay, Florida, EUA, 8/10/1999) era um eclético. Já começou dividido entre o acordeom que tocava no Regional do Braguinha da rádio Itaí e os ritmos jovens que embalava ao piano e saxofone no Stardust.

O Stardust tinha sido formado por alunos do Colégio do Rosário em 1952. Manfredo tinha 16 anos. Mas a partir de fevereiro de 1957, hipnotizados, entregaram-se de corpo e alma à novidade do momento. A bossa nova? Não mesmo! O ameaçador… rock’n’roll! Foram o segundo grupo a tocar a novidade em Porto Alegre.

E não foi fácil. Partituras de rock não havia, tampouco os discos com a novidade chegavam a Porto Alegre. O negócio era revezarem-se nas epifânicas primeiras sessões gaúchas do filme Ao Balanço das Horas. Até aprenderem a tocar na íntegra – e em inglês – Rock around the clock.

O fizeram com tanta maestria e pioneirismo que logo teriam até fã-clube, com carteirinha de sócio e tudo.

Além de Manfredo, pelo Stardust passaram Aquiles Hemb (piano e bateria), Sérgio Maeso, Nestor Saul (ambos, acordeom), Cléo Bastarrica (pandeiro), Fernando José Tricerri (percussão) e João Carlos Bertussi da Silva (piano, bateria e harmônica).


E se o Stardust foi o segundo grupo a tocar rock na cidade, quem foi o primeiro? Poposky e Seus Melódicos. Inspirado em Bill Halley & Seus Cometas, o grupo tinha três futuros grandes nomes dessa cena: na bateria, Carlos Calcanhotto, nascido em Porto Alegre em 28/9/1936, futuro pai do também baterista Cláudio e da cantora e compositora Adriana, e que, depois, integraria o conjunto Noblesse. No sax e clarinete, Poposky tinha Wladimir Latuada. E na guitarra, o grande Olmir Stocker, o Alemão, de quem muito falaremos. Completava o time um contrabaixista (acústico) que tinha um imenso instrumento… branco! E, é claro, os irmãos Poposkys: Ethevaldo e Claudio. Todos muito elegantes com seus topetes mantidos em pé à custa de muito gel, fazendo rock com clarinete, acordeom, guitarra, baixo e bateria.

Falaremos mais disso na parte sobre o rock em Porto Alegre.

[Continua...]

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