Prefeito da semana

Ildo Meneghetti, o homem que derrotou Brizola para ser prefeito

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Ildo Meneghetti, o homem que derrotou Brizola para ser prefeito Ildo Meneghetti. Foto: Reprodução
18º e 21º prefeito (mandatos não-consecutivos)Nome: Ildo MeneghettiPartido: Partido Social Democrático (PSD)Período que governou: 15/07/1948-01/02/1951 e 01/01/1952-3/07/195419º prefeitoNome: Eliseu PaglioliPartido: Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)Período que governou: 01/02/1951-17/11/195120º prefeitoNome: José Antônio AranhaPartido: União Democrática Nacional (UDN)Período que governou: 17/11/1951-01/01/1952 Nos anos 1950 e 1960, Porto Alegre e o Rio Grande do Sul começaram a se debater entre duas lideranças que ficariam na história: o conservador Ildo Meneghetti e o trabalhista Leonel Brizola seriam o retrato de uma oposição que marcou a reentrada dos gaúchos na vida democrática – até que saíssem dela novamente, pouco mais de uma década mais tarde. Entre o início dos anos 50 e o golpe de 64, Meneghetti e Brizola disputariam (ou se alternariam) em tudo: um lugar no Paço Municipal, o cargo máximo no Piratini e até mesmo os rumos do Brasil, quando chegasse a hora do embate entre a Legalidade e a eventual derrubada do governo do presidente João Goulart, apoiada por Ildo. Engenheiro de formação como muitos de seus antecessores, Meneghetti foi um vereador ativo e um político habilidoso: ao contrário de seus efêmeros antecessores da década de 1940, muitos dos quais ocuparam a Prefeitura e depois desapareceram do destaque partidário, ele nunca saía das manchetes. Fosse para falar de assuntos administrativos, parabenizar entidades, visitar instituições ou ser visto em comunidades menos favorecidas: cumprimentava a imprensa, a Câmara de Vereadores, estava sempre na visão do público e se tornou uma verdadeira máquina de vencer eleições. Isso, claro, quando as eleições voltassem. Ildo Meneghetti, em seu primeiro mandato, ainda foi um prefeito nomeado, dependendo da vontade do governador para ficar no cargo: assumiu a Capital por indicação do então governador Walter Jobim, de quem era correligionário no PSD, mas sairia quando o Piratini mudasse de ocupante, no momento em que o trabalhista Ernesto Dornelles assumiu o comando do Estado, no início de 1951, e priorizou a indicação de um nome do seu PTB para o Paço. Com mais tempo e articulação que os prefeitos anteriores, Meneghetti avançaria uma série de projetos muito caros às gestões da época: intensificou a eletrificação da cidade, expandiu as linhas de bondes, levou adiante a canalização do Dilúvio, finalmente viu um projeto amplo de moradias populares sair do papel e, entusiasta do futebol, também ajudou a preparar Porto Alegre para uma Copa do Mundo, o maior evento esportivo da história do Estado até ali. Legado da Copa Vereador, prefeito e, mais tarde, governador. Mas Ildo Meneghetti já havia sido eleito muito antes disso, fora da política partidária, para presidir uma das maiores instituições da cidade: na década de 1930, passou três vezes pela presidência do Sport Club Internacional, sendo inclusive o mandatário que inaugurou o Estádio dos Eucaliptos. Casa do Colorado por quase quatro décadas, até a estreia do Beira-Rio em 1969, e demolido apenas em 2012, o velho campo também teria a honra de sediar uma Copa do Mundo. Em 1950, as exigências para o Brasil receber o torneio da FIFA eram muito mais modestas do que quando a […]

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