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Recomendações da semana #50

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Recomendações da semana #50 Verlust, de Esmir Filho. Foto: Casa de Cinema de Porto Alegre/Divulgação

CINEMA

Verlust | Esmir Filho

Protagonizado por Andrea Beltrão e Marina Lima, Verlust, novo filme do diretor Esmir Filho, estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta (5/11). Drama sobre indivíduos que vivem em uma atmosfera sufocante, a produção da Casa de Cinema de Porto Alegre acompanha a poderosa empresária musical Frederica (Andrea Beltrão) que, isolada na praia ao lado do marido fotógrafo (o excelente ator chileno Alfredo Castro, de filmes como O Clube e De Longe te Observo) e a filha adolescente (a contrabaixista clássica Fernanda Pavanelli), concentra-se nos preparativos de uma esperada festa de Réveillon – além de ter que administrar a vida e carreira do ícone pop Lenny (Marina Lima), que está produzindo uma obra misteriosa ao lado do escritor João Wommer (Ismael Caneppele). Quando um ser das profundezas do mar surge em sua praia, a crise se instaura e Frederica terá que enfrentar seu maior medo: a perda.

Verlust foi escrito e produzido ao longo de 10 anos, como explica o diretor Esmir Filho: “Mais uma vez, trata-se de uma parceria minha com o escritor Ismael Caneppele, como no filme Os Famosos e os Duendes da Morte, em um diálogo entre dois tipos de arte que subverte os limites da adaptação. Enquanto o filme narra o ponto de vista dos personagens que se projetam na criatura encalhada, o livro de Ismael, que será lançado pela editora Iluminuras, narra em primeira pessoa o ponto de vista da criatura marinha, que deseja se desprender de seu coletivo e procurar sozinha o ambiente do qual partiu há séculos”.

Assista ao trailer do filme aqui.

LITERATURA

O Alienista, obra de Machado de Assis ilustrada por Rivane Neuenschwander

O Alienista, obra de Machado de Assis, em edição ilustrada por Rivane Neuenschwander. Foto: Cobogó/Divulgação

Texto clássico de Machado de Assis (1839 – 1908), O Alienista ganha edição especial pela Cobogó (120 páginas, R$ 62) ilustrada com obras da artista visual Rivane Neuenschwander. Nessa obra-prima da prosa brasileira, um médico estudioso do juízo humano inaugura um hospício, a infame Casa Verde, “bastilha da razão humana”, onde interna compulsoriamente quase todos os cidadãos da pacata Itaguaí – inclusive a si próprio. Publicado originalmente em 1882, o texto trata do território subjetivo entre a sanidade e a loucura, escancarando a fragilidade do conceito de normalidade.

Com prefácio dos sociólogos Elton Corbanezi e Laymert Garcia dos Santos, a publicação propõe livres associações entre o texto machadiano e a interpretação visual de Rivane – reverberando o pulso extremamente contemporâneo da história original.

DISCO

Sessões Selo Sesc #10: Carne Doce

Primeiro registro ao vivo Carne Doce. Foto: Alexandre Nunis/Divulgação
Primeiro registro ao vivo Carne Doce. Foto: Alexandre Nunis/Divulgação

Uma das bandas mais influentes da música alternativa brasileira na atualidade vem do Centro-Oeste do país. Criada por um casal a quem se juntaram mais três músicos, e depois de lançar quatro álbuns de estúdio – o mais recente em setembro passado, Interior (2020) –, os goianos do Carne Doce têm agora o primeiro registro ao vivo de um show reunido no álbum digital Sessões Selo Sesc #10: Carne Doce, que chega pelo Sesc Digital.

A gravação, realizada em 21 de fevereiro de 2020, no palco do Sesc Belenzinho, em São Paulo, traz 11 faixas que percorrem a discografia do quinteto formado por Salma Jô (voz), Macloys Aquino (guitarra), João Victor Santana (guitarra e programações), Aderson Maia (baixo) e Fred Valle (bateria e pads). “Sempre quisemos ter um registro ao vivo, porque o show é o que mostramos de melhor. Desde o primeiro disco ouvimos que deveríamos ter um álbum ao vivo”, diz o guitarrista Macloys Aquino.

No repertório do show, há músicas do disco de estreia, Carne Doce (2014), e dos trabalhos que alçaram a banda às primeiras colocações de listas de melhores do ano e a fazer uma série de shows pelo Brasil e no exterior, como Princesa (2016) e Tônus (2018). Destaque para as versões em pot-pourri de Comida Amarga e Irmãs e outra de Sereno, Carne Lab e Ideia, além dos sucessos Cetapensâno e Temporal, single lançado no início do ano, entre outras músicas.

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