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Recomendações da semana #57

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Recomendações da semana #57 Documentário "The Food of Love, as músicas do teatro shakespeariano" registra trabalho do Duo Abreu & Spinelli. Foto: Frame/Divulgação

DOCUMENTÁRIO

The Food of Love, as músicas do teatro shakespeariano | Duo Abreu & Spinelli

Devido à pandemia, os recitais educativos programados para 2020 do Duo Abreu & Spinelli, formado pela cantora Geisa Abreu e pelo violonista Jonathan Spinelli, foram substituídos por um vídeo sobre o projeto The Food of Love, as músicas do teatro shakespeariano. Agora, em formato de documentário, o vídeo já está disponível no YouTube, mostrando trechos do recital e entrevistas com os músicos e participantes da equipe. O duo também disponibilizou todas as partituras e as traduções usadas no CD no formato de livro digital e arquivo para download.

São 60 páginas de conteúdo com nove músicas transcritas para voz e violão por Jonathan Spinelli e Fernando Lewis de Mattos, uma composição original, que dá nome ao álbum, escrita por Fernando, e um arranjo a capella, do diretor musical João Paulo Sefrin.

Essa última música é uma faixa bônus, cantada pelo duo e por Sefrin, de inspiração renascentista, que encerra o CD The Food of Love, as músicas do teatro shakespeariano. A ideia de reunir músicas e textos de William Shakespeare (1564 – 1616) surgiu em 2016, ano de homenagens pelos 400 anos da morte do bardo inglês.

O material final do projeto pode ser acessado aqui.

Confira o vídeo de encerramento do projeto aqui.

LIVRO

Contra mim | Valter Hugo Mãe

"Contra mim", de Valter Hugo Mãe. Foto: Biblioteca Azul/Divulgação
“Contra mim”, de Valter Hugo Mãe.
Foto: Biblioteca Azul/Divulgação

A Biblioteca Azul está lançando no país Contra mim (256 páginas, R$ 54,90), considerado o livro mais pessoal do autor português Valter Hugo Mãe. Na obra, Valter recupera a infância e parte da adolescência e torna suas memórias os temas de sua literatura. A edição brasileira tem capa com arte da artista visual Adriana Varejão e prefácio da escritora Nélida Piñon.

Com a linguagem da crônica e o estilo que seus leitores bem conhecem, elementos autobiográficos se apresentam em sequenciamento, veiculados por linguagem de períodos curtos e compostos de capítulos também curtos, mas ricos em profundidade de reflexão e sinceridade com a própria história. A materialidade da palavra é a protagonista, e a grande lente pela qual seu autor aprende a ler o mundo.

A infância retratada pelo escritor passeia por Portugal e sua história recente. Os marcos históricos são o fim do império colonial na África e a Revolução dos Cravos e seus desdobramentos. Esses fatos são pano de fundo e moldura para o retrato de um menino e sua mitologia particular.

Também estão registradas as descobertas, o contato com o corpo, a relação com o irmão morto e a influência da cultura brasileira em Portugal. Está, sobretudo, o cotidiano, que traz os seus antídotos para as adversidades. Aqui, mais que a infância de um escritor, está uma formação de alguém que se arrisca a ver o mundo sob outra ótica.

FILME

Todos os Mortos | Caetano Gotardo e Marco Dutra

Cena de "Todos os Mortos", de Caetano Gotardo e Marco Dutra. Foto: Vitrine Filmes/Divulgação
Cena de “Todos os Mortos”, de Caetano Gotardo e Marco Dutra. Foto: Vitrine Filmes/Divulgação

O longa brasileiro Todos os Mortos (2020), dirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, entra em cartaz neste domingo (10/1) nas plataformas de streaming Net Now, Vivo Play e Oi. O filme estreou na Competição Oficial do Festival de Berlim e teve exibição especial na 44ª Mostra Internacional de Cinema, além de ganhar três Kikitos no 48º Festival de Cinema de Gramado: melhor atriz coadjuvante (a grande cantora Alaíde Costa), ator coadjuvante (Thomás Aquino) e trilha musical.

Todos os Mortos é um retrato histórico do racismo estrutural no país cuja trama, ambientada na virada do século 19 para o 20, reverbera na sociedade brasileira contemporânea. Ambientada em São Paulo entre 1899 e 1900, a história se passa 11 anos após o fim do período escravagista e está centrada nas mulheres de duas famílias – uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento, interpretadas por Mawusi Tulani (ótima atriz dos espetáculos Bom Retiro 948 Metros e Cartas de Despejo), Clarissa Kiste (do longa Trabalhar Cansa e no elenco da novela Amor de Mãe), Carolina Bianchi (das peças Lobo e Mata-me de Prazer) e Thaia Perez (dos filmes Aquarius e O Homem Cordial).

O jovem Agyei Augusto (do musical Escola do Rock) é um dos protagonistas do filme, que também tem participações especiais da cantora Alaíde Costa e do ator Thomás Aquino (Bacurau), além da atriz portuguesa Leonor Silveira – conhecida por seu trabalho com o célebre cineasta lusitano Manoel de Oliveira.

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