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Valter Hugo Mãe narra os afetos da perspectiva de um neto

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Valter Hugo Mãe narra os afetos da perspectiva de um neto Foto: Biblioteca Azul/Divulgação
LIVROS Serei sempre teu abrigo | Valter Hugo Mãe Novo conto do escritor português Valter Hugo Mãe, Serei sempre teu abrigo (Biblioteca Azul, 48 páginas, R$ 54,90) é publicado pela editora brasileira em projeto gráfico especial e com ilustrações do autor – como os anteriores O paraíso são os outros e As mais belas coisas do mundo. Um avô que vê o mundo com poucas cores, como se habitasse sempre a noite, e uma avó com um eletrodoméstico junto ao coração – e que fazia do amor um exercício lúcido e diário. Os avós vistos sob a perspectiva do neto. Valter Hugo Mãe mostra a sabedoria e a coragem que há no sentimento nesse texto, acompanhado dos desenhos do próprio autor, coloridos sobre fundo escuro – fauna e flora de um ambiente pouco investigado, como é o território dos afetos. “Um dia, entendi que os velhos são heróis. Passaram por muito, ganharam e perderam tanta coisa. Perderam pessoas. Persistem sobretudo para cuidar de nós, os mais novos, e nos assistirem. Observam-nos”, escreve o premiado autor de romances como o remorso de baltazar serapião (Prêmio Literário José Saramago), o apocalipse dos trabalhadores, a máquina de fazer espanhóis (Grande Prêmio Portugal Telecom de Melhor Livro do Ano e Prêmio Portugal Telecom de Melhor Romance do Ano), O filho de mil homens, A desumanização e Homens imprudentemente poéticos. O Vento Mudou de Direção: O Onze de Setembro que o mundo não viu | Simone Duarte Foto: Fósforo/Divulgação Muitos livros foram escritos sobre os eventos do Onze de Setembro, mas são raríssimos os relatos que resgatam a experiência daqueles que, apenas por haver nascido em certos países, tiveram suas existências transformadas, frequentemente de forma devastadora. Em O Vento Mudou de Direção: O Onze de Setembro que o mundo não viu (Fósforo, 240 páginas, R$ 69,90), resultado de entrevistas colhidas em primeira mão, a jornalista Simone Duarte revela a vida de sete pessoas de quatro nacionalidades distintas que nada teriam em comum, não fosse a tragédia do atentado às Torres Gêmeas em Nova York em 2001 e suas consequências. Ao dar voz a essas personagens, Duarte faz emergir a ponta de um iceberg de histórias que o Ocidente desconhece, lembrando dos perigos de uma história única. “Na figura conhecida, o anjo da História olha impotente para as ruínas que se acumulam a seus pés. Se o anjo fosse um repórter de mão cheia e estivesse por aqui nos meses e anos que se seguiram ao Onze de Setembro, é provável que escrevesse este livro”, elogiou o documentarista João Moreira Salles. Simone Duarte vive em Lisboa desde 2008. Cobriu de Nova York os atentados de Onze de Setembro ao vivo pela TV Globo, onde trabalhou durante 15 anos. Em Portugal, foi diretora executiva do jornal Público. Atuou ainda na ONU, além de ter realizado o documentário A Caminho de Bagdá (2004), sobre o diplomata Sérgio Vieira de Mello, e de ter sido a primeira jornalista brasileira a entrar na Coreia do Norte. DISCO Bertolt Brecht | António Zambujo Com participações de Zezé Motta, Carlos Careqa, Skowa, Virginie Boutaud, Gereba Barreto, Nina Ximenes, […]

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