Revista Parêntese

Parêntese #132: Fim ou começo

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Parêntese #132: Fim ou começo

Nossa época pode ter, e tem mesmo, o pior caráter possível: bruta, aterrorizante até, com crise climática instalada, extrema direita em ascensão, o escambau. Mas intelectualmente é muito viva, exigindo atenção, reflexão, análise, interpretação. 

Quase tudo está em causa. Até mesmo instituições que pareciam sólidas como as pirâmides do Egito são agora arguídas. Por exemplo: os mapas do mundo. Essa certeza de que o norte está acima e o sul está abaixo – meu, é convenção! Entende como é?

Por isso é que Ushuaia pode ser não o fim, e sim o começo. Algo dessa magnitude a gente pode observar no sugestivo ensaio de fotos, e que Marcus Nunes dá a ver aquela ponta extrema da América (dita Do Sul) e apresenta uma breve reflexão sobre o que lá viu.

Hique Gomez, o genial músico e embaixador da Sbórnia em Porto Alegre, propõe o conceito de Hiperpampa, para quem tiver ouvidos abertos. Caroline Rodrigues escrafuncha a história de Mileva Marić – se o senhor ou a senhora não conhecem, vão ganhar em saber algo dela, para iluminar com luz vigorosamente estranha a vida de Einstein, sim, ele mesmo. 

Arnoldo Doberstein dá notícia dos começos do Instituto de Artes da futura UFRGS, enquanto Frederico Bartz evoca a sede do sindicato dos estivadores, uma categoria que teve grande presença na cidade que é, ou era, um porto, e ainda por cima alegre. O folhetim do Frank Jorge alcança o capítulo 9, véspera de seu desfecho. Aliás, as cenas ocorrem no mesmo Centro que é percorrido na excelente crônica -depoimento de Augusto Darde.

Temos também uma versão, dessa vez em espanhol, do texto em que Liziane Kugland comenta sobre a busca de um nome a ser traduzido. Ela fala de sílaba, rima e som para tentar alcançar a melhor tradução.

Arthur de Faria alcança o Arquisamba, um festival de música dos anos 60, abrigado na UFRGS, um fenômeno de ajustamento do relógio local com a hora nacional e internacional.

Para nossa tristeza, foi o fim da vida de Heloísa Jahn, tradutora, editora, amiga de uma penca de escritores. Faleceu de súbito. Sérgio Karam, amigo da casa, também tradutor, recolheu depoimentos sobre a atuação da figura que foi Heloísa.

Numa versão em espanhol, o texto “O nome do ovo”, de Liziane Kugland, apresenta a busca da tradutora pelo nome de um personagem.

A edição 132 oferece ainda uma quase-carta de Benedito Tadeu César, cientista político, um ativista pela democracia, que defende a tese da necessidade de unidade entre partidos de centro-esquerda e de esquerda para as eleições ao governo estadual. Sua tese é também a de alguns de nós, que fazemos a revista, embora não seja a posição da Parêntese como tal – queremos falar para além desse universo. Se algum leitor se interessar em publicar outra posição para as eleições, no mesmo patamar de argumentação do texto do Tadeu, cá estamos para ouvi-lo, quer dizer, lê-lo.


Enquete Queremos reunir, a partir de hoje, respostas para nossa segunda edição impressa da Revista Parêntese TRI. São só dois assuntos: um deles pede sua sugestão sobre três livros que expliquem o Brasil; o outro pergunta qual seria a melhor capital para o país. Da lá sua opinião. 

P.S. – A Press Revisão, capitaneada pelo xará Luís Augusto Junges Lopes, chega ao número 1000 de suas publicações e faz festa:  dia 03.07, às 19h – Lançamento da revista comemorativa no Bar do Nito, na Av. Lucas de Oliveira, 105, em Porto Alegre

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