Revista Parêntese

Parêntese 43: Sábio por escrito

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Parêntese 43: Sábio por escrito Marcelo Freda
A gente gosta tanto do Luis Fernando Verissimo que dá vontade de ligar pra ele todo dia, ou pelo menos umas três vezes por semana, só pra assuntar. Né? Mas daí não, o senso do ridículo obriga a conter o ímpeto, e por outro lado ele fala pouco, e por um terceiro lado ele merece descanso, já é dos nossos velhinhos queridos. Tudo isso. Só que daí o André Boucinhas, historiador e professor, que anda pesquisando os caminhos do humor no Brasil nos anos 80 – lembra? Redemocratização, controle remoto na tevê, nova geração de atores e redatores, TV Pirata, um monte de coisa –, falou por escrito com o Luis Fernando. Bá! Eis então a ocasião perfeita para ter a palavra do nosso sábio por escrito. Aproveitemos. Tão colorado quanto ele é o Celso Dias, que repassa a vida do Manga, o grande goleiro. Sem combinação prévia, porque o acaso é parte da vida, mais futebol nesta edição: o Roberto Jardim, autor de ótimo livro sobre futebol e democracia, começa aqui uma série de cinco textos pensando a história do antigo esporte bretão, como se dizia, vista desde o ângulo da vida social. O Arthur de Faria segue a história quase inacreditável do genial Radamés Gnattali. O que fez esse cara! O que fizeram com ele!! O que fazemos nós com ele!!! O 20 de setembro não chega a nos mobilizar para acampar ou desfilar. Mas não queremos perder a chance de evocar a voz de dois dos inventores desse gauchismo atual, Paixão Cortes e Barbosa Lessa. O ensaio que providenciei é uma forma de meter a colher na comemoração, enriquecendo o cenário com a complexidade que ele tem – complexidade que muita gente pretende reduzir a nada, chapando o sentido da coisa a uma única dimensão. Marcelo Freda Soares volta com um novo ensaio fotográfico, com imagens que de algum estranho modo desdramatizam a vida urbana, sem retirar dela sua humanidade. Não é? Enquanto isso, a Denise Silva foca no autocuidado seu cartum, delicado, aconchegante como precisa ser. A crônica da Maria Regina Pilla alivia o peso das dúvidas e angústias, não por ignorar a dureza da vida, mas por oferecer a força do depoimento. A Cláudia Laitano apresenta as duras consequências que estão por trás da definição de ecocídio. E o conto do Falero, bá. O que é que eu vou te dizer? Por fim, um novo começo: para nosso grande gosto e gáudio dos leitores, Julia Dantas apresenta o primeiro capítulo de um folhetim inédito, Pássaros da cidade. A demanda que fizemos, ao convidá-la, foi singela: queríamos uma história, com dez capítulos, em que a cidade aparecesse. Quer conferir? Luís Augusto Fischer

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