Revista Parêntese

Parêntese #85: Ser mãe é trabalho

Change Size Text
Parêntese #85: Ser mãe é trabalho

Fim da história da mãe do João. Meldels, que sofrimento. Criança dá trabalho, tanto e tão especializado que a gente nem tem como computar. 
    
Sim, trabalho. Na Argentina, por exemplo, se soube esta semana uma novidade de impacto. Diz o Uol: “Em um passo histórico, a Argentina reconheceu os cuidados maternos como trabalho e mexerá na aposentadoria de, inicialmente, 155 mil mulheres de 60 a 64 anos por isso. A Anses (Administração Nacional de Segurança Social) protocolou que a criação de cada filho poderá contar como até três anos de serviço para os 30 exigidos para poder se aposentar”. 
    
Enquanto isso, aqui no Brasil o ministro Guedes e seu chefe se especializam em destruir esses colchões que amenizam a vida dos mais necessitados. 
    
O folhetim da Pieta Poeta, que encerra neste número, vai ficar na memória. 

A entrevistada da semana é Regina Zilberman. Professora de literatura de larga folha de serviços prestados, autora de uns quantos livros importantes em sua área, ela conta sua experiência, lembra figuras, filosofa um pouco sobre as coisas.
    
No ensaio de fotos, a beleza rara flagrada por Daniel Acosta, um artista das lentes e de outros metiês. Na tirinha, as ilustrações quadro a quadro da Grazi Fonseca. E segue mais uma pílula da história da cidade, com Arnoldo Doberstein.
    
Nilza Rezende proporciona uma nova visita ao arquivo de cartas de sua falecida mãe. Agora, vamos encontrar uma jovem que, nos anos 1930, se encanta pelo Integralismo, essa ideologia que, como sucedeu em outras partes e outros tempos, seduziu aquela jovem bem intencionada, cuja filha agora revisita com alguma dor no coração.
    
Luciana Tomasi traz um ensaio absolutamente autoral, composto de tópicos que vão compondo um sentido de urgência pela interpretação de nosso presente. 
    
Manoel Madeira, que assina uma reportagem notável com Paulo Ricardo da Silva, visita aqui o cotidiano de pessoas em situação de rua – essas mesmas que a gente vê e procura logo desver, pra não sofrer muito. O Manoel olha, presta atenção e vai atrás das histórias, retomando aqui uma já antiga experiência sua, ligada ao jornal Boca de Rua. 
    
O conto que vem na edição é do grande Rubens Figueiredo. Escritor e tradutor, Rubens tem mão e olho adequados para olhar a história do presente pela lente dos perdedores da crise social. 
    
Nathallia Protazio conta o que vale um fogão, um botijão e uma panela. 

E não deixem de ler a entrevista que a dupla José Falero e Dalva Maria Soares fizeram para o site do Roger Lerina com a Cristal, fenômeno do rap nacional que vive aqui na Zona Sul de Porto Alegre.

PS: Morreu anteontem Walmor Santos, escritor, figura irrepetível, grande coração. Eu o conheci há 30 anos, quando ele ainda era dono de um restaurante, depois de ter sido sócio de uma gráfica, e queria ser escritor. Tornou-se escritor e editor, inventando todo um programa de divulgação e venda de livros para escolas pelo interior todo.

marca-parentese

Abra um parêntese no seu fim de semana com jornalismo e boas histórias. Deixe seu email e receba toda semana as newsletters da revista Parêntese.

Escolhe um dos combos

Pagamento exclusivo via cartão de crédito