Revista Parêntese

Parêntese #89: Equipe

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Parêntese #89: Equipe

Equipe, em Portugal equipa, e equipagem: a palavra anda no português há séculos, designando gente, um conjunto de pessoas, envolvidas numa tarefa específica. 

Pode ser a equipe que consta no expediente da revista, pode ser a equipagem que comparece, em textos e imagens, neste número 89. E pode ser o Teatro de Equipe. 

Grupo que sonhou com teatro profissional moderno em Porto Alegre, e que durou relativamente pouco, quatro anos, a partir de 1958, o Teatro de Equipe foi o ponto de partida de muitas trajetórias de grande sucesso no país. Um desses protagonistas morreu esses dias: Paulo José. Morreu quase ao mesmo tempo em que deixou a vida outro ator de fama e talento, Tarcísio Meira. Se fosse possível calcular o valor dessas duas figuras, a quanto chegaríamos?

O Teatro de Equipe está bem documentado em sua história, no livro da brava editora Libretos, chamado Trem de volta – Teatro de Equipe, num trabalho primoroso de Mario de Almeida e Rafael Guimaraens lançado em 2003 (e financiado pelo glorioso Fumproarte, agora respirando por aparelhos). 

Mas a morte sempre reposiciona a vida, e foi por isso que pedimos à Ivette Brandalise (entrevistada na edição 55), parceira daquele grupo, que nos dissesse como é, a quanto monta essa perda. Com ela, Paulo César “Foguinho” Teixeira reforça a equipe, relatando outros dados sobre o que perdemos agora – mas que se mantém na memória. E ainda tem a Ana Luiza Azevedo que conta sobre o Paulo José e seus ensinamentos.

Na entrevista, quem fala é Loma, a cantora, a representante do setor cultural em incontáveis batalhas pelos direitos dos artistas e da arte. O que se lerá aqui é parte da conversa, bem mais longa, que ficou gravada em imagem e som e que fica disponível para os leitores da Parêntese, numa parceria que apenas começa a dar frutos entre nós e a CuboPlay, com a produção do Carlos Eduardo Caramez.

As fotos são do Daisson Flach, advogado e professor de Direito na UFRGS, mas aqui, mais que tudo, o fotógrafo e músico amador. O longo e interessante ensaio sobre os Inconfidentes e sua inscrição na história é do Sérgio Faraco, escritor que há décadas se ocupa deste tema, enquanto produz sua grande obra. 

Breno Serafini abre uma cortina estranha e interessante para a convergência entre Caio Fernando Abreu e Oracy Dornelles, escritores de Santiago. Fernando Seffner nos brinda com outro capítulo de sua colheita direcionada de nomes de prédios da cidade – esse trabalho ganha em vulto e precisão e vai terminar sendo um excelente mapa da vida mental porto-alegrense, por um ângulo inesperado.

Arnoldo Doberstein traz mais um capítulo do passado da capital que se alinha para comemorar seus 250 anos de vida oficial. E Liziane Kugland repassa os bastidores de uma tradução muito bacana das histórias da Alice, aquela mesmo, e do Ovaldo que ela conheceu. 

No folhetim de José Artur Castilhos, o quarto capítulo de Entroncamento reúne Estela, Miguel e Joel. E a Nathallia Protázio presta contas, a si mesma mas em público, da novidade que é a vida sozinha, sem equipe por perto.

Na foto a seguir, Carlos Edler nos traz a captura de sua lente para o Parêntese da semana:

E você? Viu nosso símbolo por aí? Mande sua foto para nós pelo e-mail [email protected]

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