Revista Parêntese

Parêntese #90: O artista

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Parêntese #90: O artista
Artista tem pose. Artista bota banca. Artista se faz de difícil. Artista se acha.  Sim? Se estivermos falando do Elton Manganelli, a resposta é um não absoluto. Falecido esses dias, de um infarto sem volta, o Elton era um artista profundo, inteligente, sensível, destro, íntimo dos materiais, corajoso e simples, uma alma transparente, dá pra dizer um indivíduo superior às mesquinharias que atravessam o caminho de todos, inclusive (até sobretudo) de artistas. Este que aqui assina o editorial o conhecia há uns cinquenta anos, por amizade familiar. E pode atestar que o exemplo do Elton era daqueles que marcam profundamente pela singeleza, pela clara e deliberada recusa à pose de superioridade. Vai fazer falta também por isso, como exemplo silencioso de virtudes raras. Ainda chorando sua perda, convidamos amigos e parceiros para recordarem algo da trajetória do Elton. Todos logo ofereceram textos e imagens, que o leitor vai certamente apreciar. Lelei Teixeira, Leandro Selister, Carlos Gerbase, Nora Prado e Francisco Marshall aqui comparecem, para chorar por escrito. Nesta edição, ademais, oferecemos abundantes imagens de sua variada obra, em correspondência ao grande artista visual que ele foi. O documentário Cavalo de Santo, realizado pela Cubo Filmes e Estação Filmes, recebeu no 49º Festival de Gramado os prêmios de Melhor Filme do júri popular, Melhor Roteiro e o da Melhor Trilha Sonora. Na sua pré-estreia, em abril, patrocinado pela Lei Aldir Blanc, contabilizou quase 500 mil visualizações. Agora, vai correr o mundo, apresentando sua delicada reconstrução documental da vida das religiões afro-brasileiras neste sul do Brasil. A direção é da fotógrafa gaúcha Mirian Fichtner e do jornalista Carlos Caramez.  A Parêntese se orgulha de haver publicado talvez a primeira matéria chamando a atenção para este trabalho, ainda antes de ele ser finalizado. Quer lembrar? Então espia aqui a edição 71. No mais, seguimos com o quinto capítulo do folhetim de José Artur Castilho, com um pico de crise que chegou às vias de fato. Entra em cena o novo capítulo da sutil história da cidade que Arnoldo Doberstein vem traçando, a partir das imagens disponíveis em museus e acervos. Arthur de Faria arremata a história de Manfredo Fest, um dos bambas dos melódicos. Outro grande artista, Fernando Ribeiro, é lembrado no depoimento de Ayres Potthoff, também artista escolado, que acompanhou ao vivo, e tocando junto, uma parte substancial da trajetória do Fernando, que merece ser conhecido pelos novos.  Vinicius Rodrigues traz uma nova autora do mundo das HQs, a ótima Alison Bechdel. E na coleção de depoimentos de tradutores que a Karina Lucena tem nos ofertado, neste número saberemos algo do mundo russo, de onde a Denise Regina de Sales traduz ao português. 

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