Revista Parêntese

Parêntese #95: Trocas

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Parêntese #95: Trocas

Como naqueles programas engana-bobo de tanto sucesso na televisão aberta – “Quer trocar um milhão de reais por um par de meias sujas?” –, é preciso ser surdo ou estar fora do controle para aceitar certas trocas. A Prefeitura de Porto Alegre, por exemplo, agora quer trocar aulas de Filosofia, que abrem o pensamento e ajudam a sair do buraco, por aula obrigatória de religião. O senhor trocaria? E a senhora?

O professor Elenilton Neukamp, autor de um livro espetacular chamado Caixa de perguntas (editora Libretos), medita sobre essa história. O ponto é saber o que queremos com as trocas. 

Demétrio Xavier elabora sua pensata, hoje, em torno de uma posição cultural de mediação. Como o canudo e a ponte, também o artista e o intelectual são intermediários – também ajudam nas trocas. Importa é não ter ilusões sobre o que se troca, ou não fantasiar demasiado.

Para nossa grande honra, a Parêntese 95 traz um texto da Rosa Freire D’Aguiar, uma das mais importantes tradutoras brasileiras em atividade. Tradutores são mediadores por excelência. Seu patrono, são Jerônimo, morreu num dia 30 de setembro, motivo pelo qual com essa reflexão celebramos a efeméride, na série organizada pela Karina Lucena, que já há várias semanas nos tem brindado com depoimentos de grande valor.

Na entrevista, elaborada por Berenice Sica Lamas, um velho truque retórico rende uma linda visitação à memória de Charles Baudelaire, o poeta moderno por definição, cujo bicentenário de nascimento é celebrado este ano e já foi lembrado aqui mesmo, em texto de Diego Grando.

O ensaio de fotos sai da lente de Diogo Zanatta, que nos coloca de frente com imigrantes haitianos. E no cartum da Grazi Fonseca celebra mais uma vacina no braço.

Luiz Arthur Nunes, nosso entrevistado de tempos atrás, um consagrado diretor de teatro que dedicou grande parte de sua carreira a Nelson Rodrigues, o genial e genioso, traz aqui um depoimento sobre como lhe parece possível e adequado montar suas peças. 

Na seção “Nossos mortos”, Jarbas Lazzari relembra do falecido desses dias, o livreiro e pesquisador pelotense Adão Monquelat. 

A narrativa de Cauê Fonseca passa ao segundo capítulo, tramado segundo as melhores regras do velho e bom folhetim, com suspense, drama e gancho. E como tem sido regra, Arnoldo Doberstein conta (e mostra) de outro aspecto da história de Porto Alegre. 

PS: O Pablito Aguiar, que vocês sempre leem aqui na seção Fala que eu Desenho, foi convidado a participar da Banca de Quadrinistas do Itaú Cultural com seu trabalho feito na Parêntese. A mostra vai até o final do mês e nela estão selecionados 20 quadrinistas do Brasil inteiro. Um trabalho de enorme valor em muitos sentidos. Parabéns, Pablito, ficamos orgulhosos de participar desse processo! Mais informações aqui.

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