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Casa de Cultura Mario Quintana e lecine celebram a fundação do Estado de Israel com legado da família Scliar

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Casa de Cultura Mario Quintana e lecine celebram a fundação do Estado de Israel com legado da família Scliar Autorretrato. Foto: Salomão Scliar/Divulgação

A Casa de Cultura Mario Quintana e o Instituto Estadual de Cinema (Iecine), realizam atividade especial em comemoração à fundação do Estado de Israel. A programação 3x Scliar destaca o legado de uma família judaica na cultura do Rio Grande do Sul e do Brasil, por meio da obra do artista plástico Carlos Scliar, do fotógrafo Salomão Scliar e do escritor Moacyr Scliar. As atividades ocorrem nos dias 13, 14 e 15 de maio, às 18h, pelo Facebook da CCMQ.

A secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo, e o vice-cônsul de Israel em São Paulo, Aviel Avraham, participam da abertura da programação. Serão três aulas abertas, com especialistas nas obras dos artistas homenageados. No dia 13, o pesquisador Glênio Póvoas discorre sobre Salomão Scliar. Dia 14, a historiadora da arte Paula Ramos apresenta a trajetória de Carlos Scliar. No dia 15, a escritora Cíntia Moscovich palestra sobre a obra de Moacyr Scliar.

O diretor do Iecine, Zeca Brito, observa que, nas artes visuais, no cinema e na literatura, três jovens da mesma família trilharam caminhos diferentes, do realismo ao universo fantástico, mantendo em comum a constante visão crítica sobre a sociedade e sobre as desigualdades no campo (Carlos), no litoral (Salomão) ou nas periferias de grandes cidades (Moacyr). “A família Scliar pontuou a visão humanizada e o sentido social na produção artística sulista. Com 3x Scliar, buscamos valorizar a contribuição cultural que esses artistas de origem judaica deram ao Rio Grande do Sul e ao Brasil”, salienta Brito.

Os Scliar

O jovem artista plástico, Carlos Scliar (1920–2001), durante a Segunda Guerra Mundial, alistou-se na Força Expedicionária Brasileira para combater o nazismo. No front, desempenhou papel fundamental como projetista de bombas, mas também retratou com sensibilidade, por meio de desenhos que ficaram para a história, seus dias em Monte Castelo.

Seu irmão, o fotógrafo Salomão Scliar (1925–1991), embebido pelo ambiente de revolução artística, inaugurou o realismo estético na cinematografia do Rio Grande do Sul com o longa-metragem “Vento Norte”.

Moacyr Scliar (1937–2011), o primo escritor, fez da literatura sua arma de denúncia social e de maneira crítica pontuou diferentes momentos de nossa história através de suas tramas e personagens. O movimento da Legalidade, a sufocante ditadura militar e o ambiente judaico em Porto Alegre seriam temas que passariam por sua escrita.  

quinta-feira, 13 de maio de 2022 | 19h00

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