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Museu de Arte Contemporânea inaugura “Placentária”

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Museu de Arte Contemporânea inaugura “Placentária”
O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul inaugura nesta quinta (21/6), às 19h, a exposição Placentária. Com curadoria de Ana Zavadil e Letícia Lau, a mostra apresenta a produção recente de mais de 50 artistas mulheres e se reveste de características abrangentes ao pretender discutir instâncias ideológicas do cânone, a exclusão das minorias na historiografia da arte e a crítica em relação à instância museológica vista como essencialmente masculina. Algumas delas, como as de Umbelina Barreto, que trabalha há mais de 30 anos com desenhos em que a figura feminina está sempre em destaque, traz para reflexão o Manifesto por uma Arte Placentária, que estará disponível impresso junto à obra. Ana Norogrando apresenta trabalhos com forte apelo feminista, pois algumas obras discutem estatísticas impressionantes sobre o assassinato de mulheres e outras trazem o aspecto alegórico em relação as escolhas com as quais as mulheres se defrontam. Sua obra intitulada Caixa sem Fundo mostra um grande sapo vermelho dentro de uma gaiola e o seu significado está na metáfora de que as mulheres pensam estar se casando com um príncipe, mas que às vezes não passa de um sapo. Beatriz Dagnese mostra a obra intitulada Marielle, em que representa as muitas Marielles que estão lutando pelos seus direitos e principalmente pelo direito das minorias. Clara Figueira, em sua obra Edredon de Mamas, traz a colaboração de mulheres que sofreram intervenção nas mamas e participam do trabalho tornando-o colaborativo. Ana Flores fala da desigualdade racial, da vida, da sexualidade e da morte por meio de bordados em tecidos. Cláu Paranhos, com a obra Vitruviana (2015), se apropria de um objeto que se pode chamar de um brinquedo de adulto, uma boneca inflável do tamanho de uma pessoa real, destinada para usos sexuais. Utiliza a boneca como meio para criar uma imagem perversa em relação aos padrões da beleza feminina da nossa época. Nas suas esculturas de bronze, Arminda Lopes mostra a realidade como ela é quando representa a mãe dando à luz a seu filho, fato ligado ao cotidiano da mulher como potência da geração de vida, mas também mostra o lado perverso em que a prostituição e a gravidez de meninas inquietam e potencializam um outro discurso: o da degradação feminina. Graça Craidy trabalha com séries de desenhos e pinturas cujo conteúdo apontam questões de barbárie contra as mulheres como o feminicídio e o estupro. Kátia Costa e a obra Sudários nos faz calar diante da tragédia, pois são panos que cobriram corpos de mulheres assassinadas no lugar do crime e trazem mais números da violência contra a mulher. Devido a sua relevância na produção artística contemporânea feminina, participam da exposição obras das artistas homenageadas Gisela Waetge, Magliani, Maria Lúcia Cattani e Vera Wildner, que faleceram recentemente. Artistas participantes: Adma Corá, Adriana Giora, Ana Flores, Ana Norogrando, Andréa Brächer, Angela Plass, Arminda Lopes, Beatriz Dagnese, Clara Figueira, Cláu Paranhos, Celma Paese, Denise Iserhard Haesbaert, Denise Wichmann, Diane Sbardelotto, Dione Veiga Vieira, Ena Lautert, Esther Bianco, Fernanda Martins Costa, […]

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