Agenda, Música

Série Ato Criativo realiza segunda live com Vitor Ramil

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Série Ato Criativo realiza segunda live com Vitor Ramil Foto: Rodrigo Lopes/Divulgação

Nesta terça (17/11), às 21h, a PUCRS Cultura realiza a segunda live da série de conversas com o cantor e compositor Vitor Ramil que revisita os seus 40 anos dedicados à música, o Ato Criativo. Esse segundo encontro tem como assunto os discos e criações do artista nos anos 1990.

A conversa é transmitida através do perfil PUCRS Cultura no Facebook e do Canal da PUCRS no YouTube e conta com a mediação do diretor do Instituto de Cultura, professor Ricardo Barberena

No início dessa década, Vitor Ramil deixou o Rio de Janeiro e voltou a viver em Pelotas. Depois disso, em 1995, o artista interrompeu um período de oito anos sem gravar, lançando o disco À beça. O disco possui 14 composições, algumas já vinham sendo apresentadas em shows antes do lançamento.

Ramilonga – A estética do frio é um disco divisor de águas na carreira do artista que, pela primeira vez, reuniu elementos associados à música regional rio-grandense a elementos musicais contemporâneos, buscando referências locais e de países vizinhos como Uruguai e Argentina. Lançado em 1997, o disco foi gravado no Rio de Janeiro, com os músicos Nico Assumpção, André Gomes e Alexandre Fonseca. Para o lançamento, Vitor criou o selo Satolep, que distribuiu o disco com a Kuarup, gravadora independente sediada no Rio de Janeiro.  

É neste disco que Vitor grava três poemas do poeta rio-grandense João da Cunha Vargas: Gaudério, Último pedido e Deixando o pago. Há também uma parceria com o poeta gauchesco Juca Ruivo em Memória dos bardos das ramadas e remissões a um conto do escritor pelotense João Simões Lopes Neto, na música No Manantial. Além disso, o disco conta com um poema musicado de Fernando Pessoa, Noite de São João, e um poema do folclore uruguaio, cantado em espanhol, na canção Milonga. 

Em 1998, Ramil iniciou o projeto para relançamento de seu segundo disco, A paixão de V segundo ele próprio, em CD. O trabalho foi relançado no ano seguinte. Em setembro de 1999, fez um show de voz e violão em Porto Alegre intitulado Borges da Cunha Vargas Ramil. O show não estava ligado a nenhum de seus discos e era composto somente por poemas de Jorge Luis Borges e João da Cunha Vargas.

 

terça-feira, 17 de novembro de 2020 | 21h00

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