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Teatro #EmCasaComSesc recebe os monólogos “Dora” e “Dezuó, Breviário das Águas”

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Teatro #EmCasaComSesc recebe os monólogos “Dora” e “Dezuó, Breviário das Águas” "Dora". Foto: Alessandra Nohvais/Divulgação

Nesta quarta-feira (12/5), Sara Antunes apresenta o espetáculo Dora, que conta com texto e direção da artista. Já no domingo (16/5), é a vez de Edgar Castro encenar Dezuó, breviário das águas. As apresentações seguem às quartas-feiras e aos domingos, sempre às 19h, no Instagram Sesc Ao Vivo e no YouTube Sesc São Paulo .

O espetáculo Dora é estruturado como um caleidoscópio fragmentado, mesclando trechos de cartas, imagens de arquivos e relatos autobiográficos da atriz para contar a história de Maria Auxiliadora Lara Barcelos (1945-1976), a Dora. A jovem tinha 23 anos quando entrou na luta armada contra a ditadura militar. Foi presa, torturada e exilada. Para resgatar essa história pouco conhecida e criar a montagem, que cobre o período entre 1965 e 1976, Sara mergulhou na trajetória dessa aguerrida mineira, estudante de medicina e guerrilheira. A apresentação conta com a participação de Angela Bicalho, mãe da atriz, que traça um paralelo da vida de Dora com a trajetória familiar de Sara. Após a apresentação, a atriz participa de um bate-papo com o assistente de direção Henrique Landulfo

Direto de São Paulo, o ator Edgar Castro apresenta Dezuó, breviário das águas, com texto de Rudinei Borges e direção de Patricia Gifford. A peça foi escrita a partir da inserção do autor, que é paraense, e do Núcleo Macabéa em vilas ribeirinhas do alto rio Tapajós, no oeste do Pará. Dentro de uma canoa, Dezuó, um velho ribeirinho amazônida, rema em direção ao que restou de seu vilarejo natal. Todo o povoado está submerso; inundado após a construção de uma usina hidrelétrica, mas ainda é possível avistar o cruzeiro da pequena capela de sua comunidade. Ali, sobre sua antiga morada, ele rememora o trajeto de expulsão de sua gente. Ao deparar-se consigo mesmo, reencontra o menino antigo que conversava com a mãe, insurgente contra o que sucedeu aos seus. As lembranças aparecem, ora como oração em voz alta, ora como narrativa afável, rude e atroz. Após a apresentação, acontece um bate-papo com Edgar, Rudinei e Patrícia

quarta-feira, 12 a 12 de maio de 2021 | 19h00

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