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A inteligência artificial é o vilão no novo “Missão: Impossível”

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A inteligência artificial é o vilão no novo “Missão: Impossível” Paramount/Divulgação

O maior astro do cinema contemporâneo está de novo na pista. Aos 61 anos, Tom Cruise corre alucinado – a pé, de carro, de moto –, se joga do alto de uma montanha e sai no muque no teto de um trem em alta velocidade, entre outras peripécias, em Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1 (2023). O sétimo filme de uma das franquias mais bem sucedidas da história do cinema elege como vilão da história uma figura que vem deixando o mundo assombrado ultimamente: a inteligência artificial.

Terceiro título da série de ação e espionagem iniciada em 1996 dirigido por Christopher McQuarrie, Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1 acompanha o agente norte-americano Ethan Hunt (Cruise) em uma tarefa tão perigosa quanto fugidia: deter uma inteligência artificial que desenvolveu consciência e autonomia, disposta – e com capacidade real – de dominar o mundo. A única maneira de deter essa IA do mal, conhecida como Entidade, é encontrar as duas partes da chave que pode controlar essa arma formidável, cobiçada por nações e poderosos de todo o planeta.

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Paramount/Divulgação

Com o controle do futuro e o destino da humanidade em jogo, Ethan reúne sua equipe do IMF, formada por Luther Stickell (Ving Rhames), Benji Dunn (Simon Pegg) e Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), partem em uma corrida frenética e mortal ao redor do globo – rendendo como sempre acontece nos filmes da série eletrizantes e vertiginosas cenas de ação em cenários de cartão-postal, como locações históricas das cidades italianas de Roma e Veneza e belas paisagens naturais dos Alpes.

Entre os novos personagens que cruzam o caminho de Ethan em sua nova missão impossível está uma bela e escorregadia golpista Grace (Hayley Atwell) e o misterioso Gabriel (Esai Morales), sombria figura do passado do mocinho que surge como uma espécie de representante humano da tal Entidade.

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Diretor da franquia desde 2015, quando assinou Missão: Impossível – Nação Secreta (2015), McQuarrie conta que existe uma dificuldade natural em filmar em Veneza pela forma como a cidade foi construída: “Nós notamos logo que a cidade parece um labirinto. Se você não a conhece, é muito fácil de se perder. Então, decidimos usar isto no filme. Veneza se torna como um labirinto no qual o time é enganado pelo inimigo”.

A arquitetura da cidade também foi um aspecto abordado e uma escolha da produção em enfatizar as construções. Uma das sequências se passa no Palácio Ducal, prédio que abrigava a autoridade máxima de Veneza. A edificação, construída em 1340, foi transformada por projeções com luz e muita cor – que, de acordo com McQuarrie, tornaram o local um personagem à parte.

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O clímax de Acerto de Contas se desenrola dentro, fora e no teto do célebre e luxuoso Expresso do Oriente. Uma das dificuldades foi encontrar uma linha de trem em funcionamento na qual fosse possível filmar. A produção conseguiu ter acesso a uma linha férrea na Noruega com 40 quilômetros de extensão, que passava entre duas cidades em meio a uma paisagem rural.

Uma locomotiva de efeitos especiais que pesa cerca de 70 toneladas foi construída especialmente para o filme ao longo de oito meses. Além disso, antigos vagões históricos foram trazidos e redecorados pela equipe de produção para que se parecessem com o Expresso do Oriente.

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“Nós acabamos com uma locomotiva de 70 toneladas que precisou ser transportada do Reino Unido até a Noruega, onde apareceria pela primeira vez no enredo, e depois precisou ser levada de volta à Inglaterra, onde tínhamos a locação na qual ela seria destruída”, explica o diretor McQuarrie.

Apesar do enredo confuso – que talvez fique mais claro no próximo filme, que encerra a história – e bastante implausível, mesmo para uma trama de Missão: Impossível, o primeiro segmento desse Acerto de Contas é empolgante e divertido, capturando a atenção do público desde os primeiros momentos. Se as divagações pedestres a respeito da IA e os diálogos excessivamente explicativos e simplórios não estão à altura de um blockbuster com tanto prestígio, a pirotecnia e inventividade das cenas de ação justificam a experiência de assistir ao filme na tela grandiosa e solene do cinema – valorizada ainda mais pela genuína dedicação ao gênero por Tom Cruise, que de novo dispensou dublês em boa parte de suas sequências de perigo.

Paramount/Divulgação

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Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1: * * *

COTAÇÕES

* * * * * ótimo     * * * * muito bom     * * * bom     * * regular     * ruim

Assista ao trailer de Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1:

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