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Quarteto OBSP lança álbum de estreia

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Quarteto OBSP lança álbum de estreia
por Ricardo Romanoff Formado por João Ortácio, Pedro Borghetti, João Salazar e Poty Burch, o grupo OBSP lançou nas plataformas digitais seu álbum de estreia, um disco homônimo que reúne 14 músicas compostas pelo quarteto. Gravado em janeiro de 2020, o álbum traz em seu primeiro verso, na faixa Navegador, uma síntese involuntária do momento presente: “As definições de vida foram atualizadas”. “Sempre conversamos sobre as questões que nos incomodam no mundo – as injustiças, os desmandos – e sobre como encaramos tudo isso. Não lançar o disco por causa da pandemia seria uma contradição”, contam Ortácio e Borghetti. A sonoridade do disco, lançado pelo selo Pedra Redonda, mescla influências que vão de Clube da Esquina a Crosby, Stills, Nash & Young (CSNY) – não só musicalmente, mas também na sigla OBSP -, dos gaúchos do Almôndegas aos argentinos do Aca Seca Trío. “Ortácio traz o rock; Borghetti, a percussividade e o regional; Salazar, a introspecção; e Poty, o pop. Por conta das influências distintas, tivemos a oportunidade de aprender um com o outro e de derrubar nossas fronteiras estéticas, mergulhando em universos diferentes”, explicam Ortácio e Borghetti. Os músicos contam que a ideia de formar o quarteto ganhou corpo em encontros semanais na casa da jornalista Cynthia Flach, mãe do guitarrista Lorenzo Flach – parceiro da OBSP -, onde o grupo se reunia para tocar e confraternizar. Desde 2018, em paralelo a outros projetos, a banda se apresentou em casas de shows do Estado e em iniciativas como a Noite dos Museus, o Sofar Sounds, a Virada Sustentável e a Feira do Livro de Cruz Alta. Outro ponto em comum que une o quarteto é Guilherme Ceron, produtor musical de projetos individuais do grupo e que assina a produção do álbum OBSP. Ortácio e Borghetti relembram que foi na casa dos pais de Ceron, em Pelotas, que nasceu a primeira composição da banda. A participação do produtor no disco de estreia era pensada desde o início. “Sabíamos da dinâmica de trabalho dele, que aproveita o melhor do espontâneo”, contam os músicos. A marca da espontaneidade foi obtida principalmente com a gravação simultânea das vozes e dos instrumentos – como em uma apresentação ao vivo -, estratégia que Ceron tem empregado em suas produções. “Acredito que se ganha em interpretação, dinâmica, sonoridade e intenção”, conta o produtor, que, entre outros trabalhos, assinou a produção de Derivacivilização, de Ian Ramil, vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa, em 2016. Outro elemento que contribui para a estética de OBSP é a captação de ruídos da casa onde foi gravado o disco, na Barra do Ribeiro, e do seu entorno. Confira os bastidores da gravação do álbum: A relação com a natureza perpassa o disco e ganha destaque na faixa Curupira, Caipora, Chico Mendes. “Na época, estávamos conversando sobre as queimadas criminosas na Amazônia. E nesse momento de indignação refletimos sobre a natureza e os seus protetores. Desde os índios até lendas do nosso folclore – Curupira, Caipora […]

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